Os professores disseram não à proposta de Plano de Carreira do Magistério do Governo apresentada ao SINDSERV na semana passada. Em assembléia realizada ontem, o sindicato demonstrou os principais pontos que significam retrocesso, como obstáculos à progressão salarial, fim dos adicionais automáticos (letra de 8 anos e quinquênios) fim do acúmulo, ausência de incentivos à formação continuada, aprofundamento da desvalorização e discriminação do professor substituto, ausência de mecanismos que garantam a gestão democrática na escola e regrem a relação professor/ aluno.


Por todas essas distorções os professores rejeitaram por unanimidade a proposta do Governo e começaram a sistematizar a forma de elaboração da proposta que mais se aproxime ao sonho de carreira dos educadores.


A assembléia contou com a presença do advogado da Apeoesp e especialista em educação, César Pimentel. Pimentel analisou a proposta oficial da administração e emitiu no encontro as suas impressões: "Posso dizer que é um plano criado para deixar os professores estacionados na carreira e que elitiza alguns setores em detrimento de outros. Posso dizer também que teria muita pena do magistério santista se aceitasse sem resistência esse disparate".

Grupo
A assembléia também elegeu um grupo com cinco educadores que ficarão encarregados de sistematizar as propostas que chegarem e que forem de consenso. Essas contribuições podem ser enviadas ao sindicato pessoalmente nas reuniões e debates nas unidades e também por e-mail, para [email protected].


Dentro de aproximadamente duas semanas, quando os pontos reivindicados por todos já tiverem sido incorporados e detalhados em um só documento, ele será analisado e deliberado passo a passo em uma próxima assembléia.

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