Gráfico de mortes por dia compara vários países. O Brasil está descendo a segunda onda, mas muito continua no meio da montanha.

Por Decreto, o governo manda voltar ao trabalho presencial a partir do dia 14/06 todos os servidores que têm comorbidades e tomaram a vacina. No caso de quem tomou a Covishield (Oxford/Astrazeneca) não será possível nem mesmo esperar tomar a segunda dose, a contagem dos 22 dias será a partir da primeira dose.

A vacinação diminui sensivelmente as internações e mortes, mas os vacinados ainda podem pegar e transmitir Covid-19. Para quê queremos mais pessoas circulando na cidade se ainda não conseguimos nem descer da segunda onda da pandemia? Ainda estão morrendo quase 2 mil brasileiros POR DIA! No Estado de São Paulo e no município de Santos os óbitos também estacionaram em médias altíssimas.

Além disso, nenhuma vacina é 100% eficaz. Por conta da comorbidade, ainda é possível que a doença evolua para um caso mais grave, deixando sequelas ou levando até à morte. Enquanto não for feita a vacinação para todos e a transmissão continuar alta, é imprescindível que as demais barreiras contra o vírus ainda estejam de pé (máscaras, álcool, distanciamento e, quando possível, isolamento).

Há inúmeros trabalhos dentro da Prefeitura que são possíveis de continuar sendo feitos de forma remota. A maioria dos demais trabalhos são necessários presencialmente justamente porque atende diretamente à população. E a maioria das unidades municipais não tem ventilação natural, metragem das salas não são suficientes para efetivar o distanciamento entre funcionários e munícipes, e outros.

Ou seja, parte dos servidores não precisaria voltar (e lotar ainda mais os ônibus, por exemplo) e outra parte ficará muito exposta ao vírus para pegar e transmitir.

A decisão do governo é arbitrária, não respeita a ciência e, mais uma vez, ajuda a circulação do vírus. Não faz nenhuma distinção de caso a caso, nem pelo trabalho desenvolvido, nem pelo tipo de comorbidade.