Mesmo debaixo de chuva cerca de 70 professoras substitutas, contratadas no ano passado por concurso público, foram até a sede da Seduc na tarde de hoje cobrar uma posição frente ao desrespeito da Secretaria ao insistir pagar às educadoras apenas 25 horas/aula (cerca de R$ 180,00) no mês de janeiro.

Ao chegarem na recepção, foram recebidas com mais desrespeito: assessores e chefes de departamento prometeram receber as professoras, mas, depois de uma hora e meia de espera, se retiraram pelo estacionamento do prédio, mostrando total falta de consideração pelas educadoras. É a segunda demonstração de descaso para com um grupo de quase 400 servidoras que trabalham corretamente e querem receber o que têm direito.

Revoltadas, muitas usavam máscaras de palhaço e gritavam palavras de ordem para chamar a atenção das chefias do Departamento Financeiro, porém, sem sucesso. Não houve qualquer satisfação e, às vésperas do dia 25, muitas mães de família temem não ter dinheiro suficiente para pagar as contas do mês.

Como toda a equipe do Departamento Financeiro e de Recursos Humanos deu as costas para as professoras, o jeito foi apelar para a Chefe do Departamento Pedagógico, Selma Lara, que se preparava para ir embora quando resolveu atender ao chamado das professoras. Selma se prontificou a intermediar uma reunião (a ser confirmada) para esta terça-feira, às 17 horas, entre o Sindserv, uma comissão de professoras e o Departamento Financeiro da Seduc.

Ficou acertado entre todos os presentes que a mobilização em mais esta tentativa para solução do problema é fundamental. Portanto, TODOS DEVEM VOLTAR AMANHÃ (22/05), ÀS 17 HORAS, PARA A PORTA DA SUDUC !

O problema
O problema todo começou quando, no dia 17 de dezembro, perante centenas de professoras, a chefe da Seção de Recursos Humanos da Seduc, Ana Maria, assumiu o compromisso de que todas receberiam em janeiro o correspondente ao período trabalhado. Assim, quem trabalhou oito meses receberia 8/12 salários, quem trabalhou dez meses receberia 10/12 salários, e assim por diante, como ocorreu nos anos anteriores com as professoras que ingressaram no ano-letivo antecedente. Aliás, esse era e é o raciocínio óbvio já que o décimo terceiro salário também foi pago de forma proporcional aos meses trabalhados.

Na última quarta-feira, dia 17, ao receber a informação de que esse método de pagamento não seria respeitado, o Sindserv foi até a Seduc pedir explicações e ouviu que a folha de pagamento já tinha sido fechada e que não seria possível arcar com os pagamentos proporcionais.

As tentativas de resolver o impasse continuaram ao longo da semana passada, sempre sem êxito. O caminho mais viável de conseguir com que a Seduc mantivesse a palavra passou a ser então a mobilização.

Perdas

De acordo com relato de professoras, algumas profissionais podem perder mais de R$ 1.200,00 caso a secretaria se mantenha intransigente. “Fui contratada em abril de 2007. Tenho dois cargos de professora e devo receber só R$ 400,00”, disse uma educadora.

Outra professora, que já está há oito meses na rede, está desesperada frente a possibilidade de receber só R$ 180,00. “Tem mãe de família que é sozinha e conta com o salário para manter os filhos”.

Uma outra educadora já está atuando há um ano, pois assumiu em janeiro de 2007. A Lei 428 de 14 de julho de 2001 me ampara dizendo que eu tenho que receber integralmente o salário de janeiro, mas não é isso o que a Seduc está fazendo”, argumenta.

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