Não deu em nada a reunião de ontem entre o secretário de Administração de Santos, Edgard Mendes Baptista Júnior, e representantesdoSindicatodos Servidores Públicos Municipais.

Enquanto a categoria, que reúne cerca de 11 mil funcionários, entre ativos e aposentados, pede reajuste de 35,01% – 28,53% de aumento mais 6,48% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o secretário limitou-se a informar aos sindicalistas que não havia contraproposta a ser feita àreivindicação.

Baptista argumentou que espera a Secretaria de Finanças concluir os cálculos de  recadação da Prefeitura com o Imposto Sobre Serviços (ISS) durante o mês de  evereiro, em“temposdecrise”.

Somente quando tiver o balanço em mãos, a proposta de reajuste será colocada para os sindicalistas, o que deve ocorrer até o finaldestemês.

“Qualquer decisão, agora, repercute atéofinaldo ano”, disse Baptista, que espera fechar um índice em que não haja "prejuízo ao servidor, mas seja pé no chão” para as finanças municipais.

Os gastos da Administração coma folha de pagamento dos servidores chegaram, no ano passado, a R$465milhõesou47,92% do orçamento de R$ 965,3 milhõespara2008.

Decepção

Decepcionada, a presidente do Sindicato dos Servidores, Andrea Braga Salgueiro, afirmou após o breve  encontro que esperava uma contraproposta. “Vamos nos reunir em assembleia amanhã (hoje) e decidir qual o encaminhamento que daremos diante desta lacuna. Há cobranças por parte da categoria e, com o passar do tempo, aumenta o desgaste. Nossa proposta foi protocolada em1ºdefevereiro”.

Andrea justificou o índice pedido como sendo o mesmo que o prefeito e o secretariado “se deram” nofimdoanopassado.

“Pedir é um direito deles”, disse o secretário Baptista, para logo em seguida entenciar: “Não vai chegar (percentual de reajuste) nem perto disso”.

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