Em assembleia realizada ontem (25/10) os servidores decidiram aprovar a proposta relativa à avaliação de desempenho para o PCCV.

A minuta do projeto de lei a ser enviada à Câmara foi negociada com o governo após um processo amplo, que começou com reuniões dos representantes por local de trabalho que delinearam o que entendíamos ser a melhor proposta da categoria.

Várias reuniões com os técnicos da Prefeitura e assembleias se sucederam. Em diversos pontos houve avanços. Em outros, o sindicato entende que é necessário evoluir retomando as negociações a partir do ano que vem.

Em razão do atual momento político, de troca de governo, com o poder executivo sendo assumido por uma corrente que historicamente retira direitos dos trabalhadores e com a composição de uma Câmara que tem tudo para ser ainda mais conservadora e reacionária, a categoria escolheu aprovar o que se tem hoje para não correr o risco andar para trás amanhã.

A maioria dos presentes na assembleia entendeu que o texto precisava ser aprovado hoje, devido à falta de tempo hábil para mais uma rodada de negociações, e devido à necessidade do projeto de lei ser analisado e votado pela Câmara ainda este ano.

Colocaremos em breve a íntegra da minuta no site. Porém, alguns pontos já é possível adiantar:

– A avaliação ocorrerá de 1º de janeiro a 25 de dezembro

– Levará em conta três etapas: I – Ficha funcional (valendo 60 pontos); II – Autoavaliação (40 pts) e III – avaliação da chefia imediata (40 pts). É importante lembrar que pelo plano elaborado a pedido do Governo pela Fundação Getúlio Vargas, os servidores somente seriam avaliados pela chefia, que poderia dar de 0 a 100 pts;

– Para evoluir o servidor precisa atingir 70 pontos;

– Em relação à ficha funcional, as deduções de pontos estão previstas da seguinte maneira: menos 3 pontos para cada falta não abonada, menos um ponto para cada 10 atrasos, menos 5 pontos a cada repreensão.

– Os critérios para avaliação por parte das chefias deverão seguir os seguintes requisitos: comprometimento com o trabalho, dedicação às atribuições do cargo, capacidade de relacionamento interpessoal, qualidade no atendimento ao público, capacidade em propor soluções.

– Não serão avaliados trabalhadores que estiverem afastados por mais de 180 dias, excetuando-se aqueles cedidos a outras autarquias e fundações (como Capep, Fams, Iprev, cartórios e outros), os afastados por acidente de trabalho e os que têm doença incurável.

Um dos pontos em que a categoria não foi atendida diz respeito à avaliação das chefias. A reivindicação era para que os subordinados avaliassem seus chefes, assim como os chefes avaliam os subordinados. O governo não abriu mão desse ponto e, sendo assim, os chefes serão avaliados pelos seus superiores imediatos.

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