Os servidores municipais de Santos discutiram e aprovaram ontem, em assembléia, a pauta de reivincicações da Campanha Salarial 2008 a ser encaminhada para o Prefeito João Paulo Tavares Papa.

Em assembléia realizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Santos (Sindserv), no Sindicato dos Petroleiros, a categoria decidiu pedir a incorporação do abono residual de R$ 17,04 e reajuste salarial de 31,13%.

De acordo com a presidente do Sindserv, Andréa Salgueiro, o percentual de reajuste inclui a inflação medida pelo ICV-Dieese correspondente aos 12 meses anteriores a 1º de fevereiro (prevista para fechar em cerca de 5%), e a compensação de parte das perdas salariais até 2004 (que chegam a 91%).

“Além disso, os servidores reivindicam o aumento do auxílio-alimentação de R$ 160,00 para R$ 220,00 mensais, perfazendo R$ 10,00 por dia. Outro item oficializado na pauta é cesta básica de R$ 186,00 para trabalhadores de todos os níveis salariais, contra os R$ 80,00 hoje concedidos apenas para servidores de níveis iniciais”.

Foi aprovada ainda, por unanimidade, a exigência de que a mesa de negociações da Campanha Salarial seja composta esse ano apenas por representantes da Administração e do Sindserv, visto que o atual presidente do Sindicato dos Estatutários (Sindest), José Roberto Mota, pertence ao primeiro escalão do Governo Papa, atuando como Superintendente da Caixa de Pecúlios (Capep-Saúde), autarquia responsável pela assistência médica da categoria.

O entendimento dos trabalhadores é que o Sr. Mota, por ter vínculo direto com a Administração, inclusive salarial, não tem o distanciamento necessário para representar os interesses do funcionalismo. “Além disso, o Sindest está sub judice, já que há ação do Sindserv pedindo a sua extinção, pois, de acordo com o que estabelece a Constituição, uma mesma categoria não pode ter dois sindicatos como seus representantes”, afirma Andréa.

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