Em assembléia realizada nesta quarta-feira, os servidores municipais de Santos rejeitaram a contraproposta da Prefeitura e declararam estado de greve. A partir de agora, as paralisações por locais de trabalho ocorrerão por tempo indeterminado e não mais por duas horas, como nos últimos dias.

A maioria dos trabalhadores resolveu rejeitar os 6% oferecidos pelo Secretário Municipal de Gestão, Edgard Mendes Baptista Jr. horas antes da assembléia. O percentual foi o mesmo concedido no ano passado, quando o momento era de crise econômica mundial e o argumento era que não havia dinheiro.

Agora a coisa mudou de figura.   O conjunto dos servidores entendeu que, frente as perspectivas do próprio Executivo de crescimento de 17% no Orçamento de 2010 em relação ao de 2009, é  possível avançar e resgatar pelo menos parte das grandes perdas salariais que a categoria acumula desde a Era Mansur.

Em função disso, nos próximos dias, as mobilizações voltarão a acontecer em momentos e locais estratégicos. Já existe, inclusive, organizações expontâneas de trabalhadores de alguns setores nesse sentido.

A sistemática de paralisações permanece a mesma. Os servidores deverão ligar de manhã cedo para o sindicato para se informar sobre onde será mobilização do dia.

A batalha continua até conquistarmos o que merecemos.

A assesmbléia foi realizada de forma conjunta entre o Sindicato dos Servidores Municipais de Santos (SINDSERV) e o Sindicato dos Estatutários (SINDEST)

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