Hoje, quando um trabalhador completa a sua jornada diária de trabalho de 8 horas, não imagina o quanto isso custou. Quantas pessoas morreram para que o direito à jornada de 8 horas e às férias remuneradas sejam uma realidade. Por trás destas conquistas há uma história marcada pela violência e pela repressão.

A história dos trabalhadores é assim. Qualquer direito é conquistado através da luta, da perseguição, das ameaças, mas, principalmente, através da organização daqueles que vivem de seu trabalho.
Essa lição da história não nos é ensinada, não é divulgada. E isso tem uma razão bem simples: não interessa aos poderosos que os trabalhadores saibam que a sua organização é a resposta aos salários baixos, às condições de trabalho precárias. É como se o nosso presente não tivesse um passado; é como se não fôssemos fruto do que fizeram antes de nós.

Não há na história dos trabalhadores conquista que não tenha sido fruto da luta dos mesmos. Só para se ter uma ideia, a jornada de 8 horas só foi contemplada na constituição de 1934, isto é, há apenas 78 anos e isso após muita luta dos trabalhadores no começo do século. Muita gente foi presa, perseguida e expulsa do Brasil.

Os trabalhadores, em sua grande maioria, não sabem esse ensinamento básico da história: só nossa organização defende a classe trabalhadora. Ninguém mais. O que acontece é que muito sabichão se aproveita da luta dos trabalhadores e se apresenta como salvador da pátria. O ex-presidente Getulio argas vendeu a imagem que era o pai dos pobres. Pura balela para ludibriar a classe trabalhadora.
Cabe aos sindicatos que representa, os trabalhadores a obrigação de esclarecer isso. Qual a tarefa de um sindicato? Organizar os trabalhadores.

Desmascarar os demagogos que se aproveitam dos períodos eleitorais para se apresentarem como alternativa à luta, mas no fundo, querem apenas os votos. A realidade é dos servidores municipais não é diferente. O sindicato, para ser respeitado, deve ter independência política e financeira de patrões, governos e partidos.

Por isso a atual diretoria, ao contrário de outros grupos que passaram pela entidade, jamais apoiará um candidato A, B ou C. Foi-se o tempo em que o Sindserv era extensão comitê eleitoral. Embora o sindicato respeite a liberdade dos servidores de apoiarem e trabalharem por candidatos, não há nenhuma possibilidade desta diretoria se alinhar politicamente com candidaturas ou partidos.

No passado essa prática era comum. Os sindicalistas achavam que se apoiassem determinado candidato conseguiriam aumento para a categoria ou coisa parecida. Isso nunca aconteceu. Temos o exemplo da prefeitura de Cubatão, em que a candidata eleita Márcia Rosa, apoiada pelos trabalhadores da prefeitura, depois de eleita não deu aumento real ao funcionalismo. Agora a categoria está em greve.

Temos ainda o exemplo em escala federal. Apesar de todo apoio que recebeu dos servidores federais, Lula manteve a política de baixos salários e desvalorização da classe.

Repetimos: não é um vereador ou um prefeito que irá resolver os problemas dos servidores. Mas, sim, a sua capacidade de luta!

Essa é uma lição da história. Os sindicatos surgiram no século 19 como uma ferramenta de defesa dos trabalhadores europeus que trabalhavam 16, 18 horas por dia. Os sindicatos não forma criados pelos patrões, vereadores, deputados ou prefeitos, mas pelos próprios operários.

O Sindserv acredita na capacidade de luta e organização dos trabalhadores. Não precisamos de candidatos. O poder que os servidores organizados têm não se compara com o poder de um vereador. Além do mais, a Câmara Municipal não é um espaço sem interesses. Quantas vezes os vereadores traíram a confiança dos trabalhadores?

Só a luta muda a vida!

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