Mais uma vez o protesto foi a arma que os servidores públicos municipais aposentados usaram nesta terça-feira para de novo denunciar a situação de abandono da Capep Saúde.

A Prefeitura conseguiu aprovar a lei que determina a cobrança dos servidores por usuário dependente em julho do ano passado. O Governo dobrou de 2% para 4% a sua contribuição para a entidade. Passaram-se sete meses em que a superintendência da Capep vem arrecadando muito mais  dinheiro do que antes e nem ao menos um médico que havia se descredenciado por falta de pagamento voltou ao plano. Hospitais e clínicas que haviam debandado também não voltaram.

E, para piorar, o conselho administrativo da autarquia pretende encerrar o convênio com o Hospital do Câncer de São Paulo por ser "muito caro". 

O ato serviu para exigir a prestação de contas sobre o dinheiro que tem entrado no caixa da Capep e para pedir pela saída do atual superintendente José Roberto Mota, que além de nada fazer para resolver o problema, foi condenado pela Justiça por litigância de má fé, em processo referente ao Sindicato dos Servidores Estatutários.

Outra luta é pelo fim do contrato com a empresa E&E, contratada para gerenciar a Capep a um valor mensal de R$ 184 mil. Este é outro exemplo de desperdício de dinheiro dos contribuintes. A mobilização é o recurso que temos para exigir uma administração mais profissional, tendo a frente técnicos e especialistas da área de Saúde, nomeados por meio de concurso público.

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