Foto dos servidores, usuários e familiares no Paço

Movimento “Mental Não Terceiriza” reivindicava reunião com o prefeito, mas foi recebido pela nova secretária de Gestão, Tânia Mota, pelo secretário adjunto da Secretaria de Gestão, Éder de Oliveira, e pelo chefe do DEAESP (Departamento de Atenção Especializada) da Secretaria Municipal de Saúde, Cristian Mark Weiser.

A mobilização, ocorrida no último dia 15, contou com mais de 60 pessoas, entre servidores, usuários e familiares. Foram vários os depoimentos indignados de trabalhadores e munícipes que usam os serviços. Eles voltaram a relatar a precariedade estrutural das unidades, a ausência de material de trabalho e principalmente a falta generalizada de funcionários públicos. Só na área da psicologia faltam 27 profissionais.

A palavra que mais se ouviu foi “sucateamento” e a frase repetida pela maioria foi “estamos cansados de promessas”. Tem unidade que está em imóvel provisório há 10 anos. A falta de algumas medicações é corriqueira, gerando prejuízos no tratamento de crianças e adultos. Teve usuário dizendo que não é todo dia que dá para comer as refeições.

No caso do CAPSi “Tô Ligado” permanece o problema do transporte. Por conta disso a unidade teve que parar de oferecer qualquer serviço nos bairros da Área Continental. E por falta de funcionários e estrutura, teve que restringir o acolhimento inicial.

A secretária Tânia Mota afirmou que um concurso emergencial para suprir a deficiência de pessoal será iniciado até novembro e, em paralelo, o concurso de ingresso será aberto, com prazo para conclusão dos trâmites de cerca de seis meses.

Segundo a secretária, ambos os processos vão respeitar o total de cargos e vagas apontados em levantamento da Secretaria de Saúde. Ela não soube precisar os números no momento, mas disse que a relação já consta nos processos. O sindicato vai solicitar essas informações por escrito para acompanhamento.

Com relação à parte estrutural, o chefe do DEAESP disse que o CAPSi “Tô Ligado” é prioridade na mudança para um imóvel com as adequações corretas para realização de serviços de Saúde Mental. Segundo ele, esse imóvel já foi encontrado e muito provavelmente deverá ser alugado pela Prefeitura.

“Na próxima semana veremos outro imóvel na Carvalho de Mendonça para o CAPS Vila, que ocupa um prédio também bem ruim”, disse.

Sobre a situação do CAPS AD, que se encontra em um endereço provisório há 10 anos, a promessa é de que ainda este ano o serviço deverá sair do imóvel onde está. “Esse é o processo que está mais acelerado e o anúncio será feito logo”.

Em relação às reformas, o chefe de Departamento informou que no CAPS Praia os trabalhos começaram. O cronograma prevê que o CAPS Infantil “Tô Ligado” será atendido na semana que vem. Na sequência será a vez do CAPS ZNO.

Há muito tempo os servidores e usuários ouvem as mesmas promessas de mudanças. Por isso, o movimento que começou como resistência ao processo de terceirização da Saúde Mental seguirá firme.

Embora os representantes do governo falem que não há intenção de terceirizar, eles se recusam a colocar isso por escrito e a prática mostra o contrário.

Foi assim, sucateando aos poucos e prometendo não terceirizar, que o governo Paulo Alexandre (também PSDB) terceirizou a UPA Central, a UPA da Zona Leste, a UPA da Zona Noroeste, parte das cozinhas das UMEs e parte da Educação Especial. Eles criam o problema de propósito para depois justificar a terceirização!

Faremos novas atividades de mobilização e continuaremos exigindo condições dignas de trabalho para os servidores e atendimento de qualidade para a população.

SÓ A LUTA COLETIVA MUDA A VIDA!