Reunidos em assembléia, os servidores municipais de Santos aprovaram, como proposta para restabelecer o equilíbrio financeiro e a qualidade de atendimento da Capep Saúde, que a Prefeitura cubra todo o eventual déficit existente nas contas da entidade.

  Outra deliberação da categoria foi a rejeição da proposta que prevê a taxação dos dependentes, apresentada pela empresa E&E, contratada pela Prefeitura para promover estudo sobre a Capep.

  As decisões são fruto dos debates promovidos após a realização do II Seminário sobre a Capep Saúde, organizados pela diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais de Santos (Sindserv).

  Os dados apresentados resultam da síntese de dois estudos realizados. O último deles, entregue no ano passado, foi encomendado pela Prefeitura e executado pela E&E, empresa que administra e realiza consultoria a planos de saúde.

  O estudo aponta como caminho para salvar a Capep a cobrança dos dependentes e a criação de um plano alternativo, melhor e mais caro, apenas para funcionários que tiverem condições de pagar.

  De acordo com a presidente da entidade, Andréa Salgueiro, caso as alterações propostas sejam implementadas, além de lesarem os trabalhadores, farão com que o caráter solidário e de auto-gestão da assistência médica deixe de existir, dando lugar a um plano com princípios de mercado, ou seja, que visa lucro.

  Segundo os estudos apresentados no seminário, 47,3% dos cerca de 22 mil usuários do plano são dependentes e 52,7%, titulares. O déficit mensal da Capep é de R$ 400 mil e a receita anual é de R$ 1.026.562,00. As despesas administrativas corresponderiam a 21% do que é arrecadado.

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