Ontem os alunos da UME Mário de Alcântara entraram em aula 35 minutos mais tarde. O motivo foi o protesto que os professores e os diretores do SINDSERV fizeram para mostrar aos pais e à comunidade escolar as péssimas condições que as crianças enfrentam todos os dias no imóvel improvisado, na Rua Sâo Paulo (Vila Belmiro), para onde foram transferidos no ano passado.

Na porta do prédio em reforma as mães não só entenderam o protesto como aderiram ao movimento. A maioria tem conhecimento dos graves problemas estruturais existentes no prédio improvisado onde os alunos foram jogados.

"Tomara que isso seja resolvido logo. Era para a reforma ter sido concluída no ano passado. É um absurdo o jeito como as crianças estudam", disse uma mãe, que todos os dias leva a filha até a porta da escola fechada no Valongo onde as crianças embarcam em ônibus alugados pela Prefeitura até a unidade da Rua São Paulo.

Depois que o protesto repercutiu em uma TV local, a Seduc informou que os alunos só poderão voltar para seu lugar de origem no ano que vem.

Enquanto isso, no prédio da Vila Belmiro os estudantes e os professores enfrentam há 1 ano e 3 meses as seguintes  condições:

– janelas quebradas
– “sala" de professores inadequada
– não tem quadra esportiva
– não há cobertura para interligar um prédio ao outro
– teto de gesso do pátio caindo
– ventiladores sem manutenção
– número de professores insuficientes

Na cozinha e Refeitório:
 – não tem grades nas janelas
– não existem ventiladores;
– as janelas estão quebradas;
– faltam portas (roubadas);
– a geladeira está enferrujada;
– faltam utensílios na cozinha (roubados)
– falta água rotineiramente, obrigando as merendeiras a lavar os utensílios em posição postural inadequada.

 

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