A diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais de Santos (Sindserv) está lançando uma campanha para evitar que os dependentes dos funcionários sejam obrigados a pagar taxa para continuar tendo direito a atendimento médico pela Capep, conforme proposta do superintendente do órgão, José Roberto Mota.

  Essa medida, que também é defendida pelo prefeito João Paulo Papa, vem sendo anunciada como alternativa para reduzir o déficit financeiro da autarquia que, conforme Mota, estaria em torno de R$ 800 mil.

  Discordando desse posicionamento, os sindicalistas confeccionaram cartilhas com explicações sobre a Capep e adesivos para serem distribuídos aos servidores. Além disso, eles vão coletar adesões para um abaixo-assinado que será levado ao prefeito, rejeitando a taxação e sugerindo que a Prefeitura assuma o custo emergencialmente até que se encontre uma solução definitiva para o impasse.

  A presidente do Sindserv, Andréa Salgueiro, lembra que a sugestão para taxar os dependentes consta de estudo recente realizado pela E&E, empresa de consultoria contratada pela Prefeitura.

  Dizendo que a proposta tem todas as características de um plano privado, a dirigente sindical observa que um outro levantamento, realizado em 2004, pela mesma empresa, deixou claro que a crise na autarquia era resultado da falta de gerenciamento.

  Conforme a diretora do Sindserv, Marisa Requejo, o novo estudo sobre a Capep não aborda questões administrativas. Além disso, segundo ela, os números divulgados por Mota não batem com os dados oficiais. ‘‘Os estudos indicam que os dependentes equivalem a 48,5% do número de pessoas atendidas enquanto Mota cita 57,3%’’.

  Outra questão diz respeito à dívida da autarquia que, segundo Mota, estaria em torno de R$ 800 mil. Porém, os levantamentos realizados em 2004 apontaram um déficit de R$ 400 mil. ‘‘Ou seja, a dívida dobrou em dois anos’’, ironizou o diretor do Sindserv, Wagner Gatto.

  Gatto cobra, também, resposta da Prefeitura sobre os pedidos de uma reunião com os diretores do sindicato para que a categoria possa ser informada sobre a situação da Capep. ‘‘Será que o prefeito não vai receber o sindicato? Por que eles têm medo de expor os números da Capep? Continuamos aguardando uma resposta’’.

  Por meio de sua assessoria de imprensa, a Prefeitura informou que ‘‘quem pode falar pela Capep é o seu superintendente, José Roberto Mota e que os dois sindicatos (Sindserv e Sindest) têm assentos na autarquia’’.

Deixe um Comentário

Você precisa fazer login para publicar um comentário.