‘‘O número ideal de contratados sem concurso é nenhum. É zero’’. A afirmação é do diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Santos (Sindserv), Flávio Saraiva, funcionário público há 17 anos. Para ele, a contratação de servidores comissionados ou por meio da Lei 650/90 prejudica o serviço público e a população.

 Saraiva elencou três situações negativas criadas com esse tipo de contratação: o desmonte constante do quadro, o prejuízo financeiro, e a falta de compromisso com o serviço público. 
‘‘Primeiro essas pessoas vêm, aprendem o trabalho e depois vão embora e levam todo o conhecimento com elas. Depois, para mandar esses funcionários embora, a Prefeitura empenha muito dinheiro. Além disso, como o contratado sabe que vai embora, não tem incentivo para se qualificar’’.
  
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Na opinião de Saraiva, ter mais de 20% do total de servidores da Prefeitura de Santos sem concurso é um índice exagerado. O diretor sindical acredita que até mesmo os chamados cargos de confiança deveriam ser cargos de carreira, porque para trabalharem os indicados aprendem com os efetivos.

O fato de alguns cargos serem preenchidos por meio de indicação de políticos é alvo de duras críticas de Saraiva. ‘‘O que a população da Baixada não sabe é que já está pagando as campanhas eleitorais’’, ironiza ao afirmar que o financiamento público de campanha já está funcionando mesmo antes da aprovação da lei.

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