Para o sindicato, Prefeitura é quem tem de bancar o rombo de R$ 400 mil; prefeito discorda

A diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv) está disposta a comprar uma briga com a Prefeitura em relação a Capep Saúde, já que a entidade é contra a taxação de dependentes, conforme estudo encomendado pela Administração.

Segundo o 1º secretário do sindicato, Wagner Gatto, a Prefeitura tem que arcar com os custos gerados pelos atendimentos feitos aos dependentes dos usuários. "Somos contra a taxação dos dependentes por uma razão: não tem como, com salários baixos, aumentar o desconto dos servidores".

O dirigente reconhece que a situação não vem de agora e responsabiliza outras administrações, dos ex-prefeitos David Capistrano Filho e Beto Mansur, pelo rombo na Capep. "Que segundo o estudo encomendado pela Prefeitura e apresentado no 2º Seminário sobre a Capep Saúde, atualmente é de R$ 400 mil mensais".

Gatto afirma que o estudo mostra ainda que a receita da Capep é de R$ 1.026.562,00 com as despesas administrativas, correspondendo a 21% da arrecadação. "Mas nenhum documento que comprove os dados foi apresentado".

O sindicalista afirmou que a Prefeitura deveria criar uma comissão para que se estude a possibilidade de a Administração arcar com o rombo nas contas da Capep Saúde. De acordo com o Sindserv, 47,3% dos 22 mil usuários do plano (10.406) são dependentes e 52,7% titulares (11.594).

 

Prefeitura

O prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa, afirmou que a taxação dos dependentes é uma alternativa para que todos possam continuar sendo atendidos. "Qualquer plano de saúde, para ter sustentabilidade econômica, é assim. Os dependentes pagam".

O prefeito acredita que será muito difícil buscar verba extra para bancar os dependentes. "Uma coisa é certa: não pegarei dinheiro do orçamento para pagar plano de dependentes".

Por isso, ele acredita que só a taxação dos dependentes poderá salvar o plano. "Já que quando foi aberto o plano para atendimento dos dependentes, condenou-se o plano ao fracasso".

Entretanto, Papa garante que a situação será resolvida. "Já fizemos um estudo que detectou os principais problemas e acredito que com uma gerência mais efetiva resolveremos essa situação".

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