Os dirigentes do Sindicato dos Servidores Municipais de Santos (Sindserv) criticaram, ontem, o modo como está sendo conduzida a discussão do futuro Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) dos funcionários. A manifestação ocorreu em função do secretário de Administração, Edgard Mendes Baptista Júnior, ter divulgado, na última quarta-feira, alguns itens da proposta, que prevê a substituição das bonificações por tempo de serviço por um plano de metas e avaliação.
 
Segundo o vice-presidente do Sindserv, Rubens Matos da Silva, o novo modelo de PCCS anunciado pelo secretário fere direitos adquiridos da categoria e impõe critérios subjetivos prejudiciais aos servidores.
 
O dirigente sindical afirma também que, por estarem sendo feitas por comissões que não representam a categoria, as negociações sobre o plano ferem os princípios constitucionais.
 
Igualmente inconformado com a situação, o diretor Flávio Saraiva disse que se a Administração Municipal quisesse realmente implantar um plano de carreira para o funcionalismo teria feito isso nos primeiros anos do mandato e não agora, às vésperas da eleição. Ele comentou que existe um PCCS, em vigor desde o final do governo do ex-prefeito David Capistrano que nunca foi cumprido. ‘‘A alegação do atual governo é de que há erros nos critérios de avaliação. Então, porque isso não foi corrigido agora?                      
    
Segundo Saraiva, as pessoas foram enganadas quando o prefeito João Paulo Papa anunciou a implantação do novo PCCS até o meio do ano. ‘‘Agora, ficamos sabendo que não foram reservados recursos no orçamento. Isso significa dizer que as comissões foram usadas para fins eleitorais’’.

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