NÃO VOTE NELE (parte 4): Bolsonaro

Alguns servidores criticaram o sindicato em 2018 por ter alertado a categoria dos riscos que representava um governo Bolsonaro. Segundo eles, o sindicato não deveria se meter na política.

Outra parcela dos servidores enxergou o óbvio: Bolsonaro atacaria os direitos dos servidores e de todos os trabalhadores brasileiros. Passados 4 anos, o “mito” fez o que prometeu: colocou a “granada no bolso” dos servidores (que eles chamam de “inimigo”) e ficamos sem reajuste em 2021, menos 2% dos salários (com o aumento do desconto ao IPREV), menos ganhos na aposentadoria e mais tempo de serviço para conseguir se aposentar.

Agora em 2022, mais uma vez o sindicato tem o dever de alertar aos servidores o risco de termos um novo mandato do Bolsonaro. Além da Reforma Administrativa e de toda a violência contra as minorias (que ele já disse que “terão que se curvar à maioria”), corremos o grave risco de retroceder nas liberdades de organização sindical (fazer assembleia, reunião, ato público etc).

Imagina não podermos fazer a Campanha Salarial, não podermos lutar por nossos direitos, por melhores condições de trabalho etc (igual nos tempos da ditadura que Bolsonaro tanto venera)?!? Quanto de aumento você acha que o prefeito Rogério Santos (PSDB) daria para os servidores???

CONGELOU NOSSOS SALÁRIOS EM 2021

Em 2020 o “mito” editou a Lei 173, que transferiu dinheiro federal para Estados e municípios, mas em troca eles ficaram impedidos de fazer qualquer reajuste salarial (nem mesmo da inflação) ou conceder qualquer benefício aos servidores até o começo de 2022.

“Botamos a granada no bolso do inimigo: dois anos sem aumento de salário”, afirmou Paulo Guedes em reunião com o Bolsonaro dia 22/04/2020, cujo vídeo só foi divulgado por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso mesmo, esses seres nos chamam de “INIMIGOS”!

AUMENTOU 2% O DESCONTO DO IPREV

Lembra quando todos (a Globo, o presidente, Paulo Guedes…) diziam que a Reforma da Previdência do Bolsonaro não atingiria os servidores municipais? Pois é, tudo mentira! A Reforma obrigou os municípios a aumentarem o desconto dos salários dos servidores para os institutos que cuidam das aposentadorias para 14%. No nosso caso, o aumento do desconto foi de 2% para o IPREV.

REFORMA ADMINISTRATIVA (PEC 32)

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32 acaba com: Promoções/progressões exclusivamente por tempo de serviço (Licença prêmio, Adicional por tempo de serviço…); Incorporações dos cargos em comissão ou funções de confiança; e reduções de jornada com redução salarial.

Libera geral para a terceirização e acaba com Regime Jurídico único da União, criando 5 vínculos extremamente frágeis. Essas alterações deixarão quase todos os cargos para indicações políticas, sem concurso público, facilitando a rachadinha (quando o indicado devolve uma parte do salário ao político que o indicou), o nepotismo, a corrupção, favores políticos e os currais eleitorais. Os servidores atuais também perderão a estabilidade.

CORRUPTO

Só não vê quem não quer. Bolsonaro, sua família, seus ministros e colegas colecionam escândalos de corrupção:

Passando a boiada) Em abril de 2021, foi descoberto pela Polícia Federal que o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles fazia parte de uma organização criminosa que beneficiava madeireiros.

Tratoraço) Para comprar apoio de políticos do centrão no Congresso, Bolsonaro montou no final de 2020 um orçamento secreto no valor de R$ 3 bilhões em emendas para a compra de tratores com valor 259% maior que o preço normal.

Covaxin 1.000% mais cara) Enquanto os servidores morriam para atender a população no auge da pandemia, em junho de 2021 foi descoberto que o atraso na compra das vacinas se deu porque o governo tentava lucrar por fora. Vazou um documento do Ministério das Relações Exteriores mostrando que o governo queria comprar vacinas da Covaxin por um valor 1.000% maior que o que havia sido oferecido pela mesma fabricante. A ordem para a aquisição da vacina partiu pessoalmente do presidente Jair Bolsonaro.

Bolsolão do MEC) Em março deste ano, o ministro Milton Ribeiro foi preso em uma ação da Polícia Federal por ter feito um verdadeiro balcão de negócios no Ministério da Educação. Ele e os pastores Gilmar dos Santos e Arilton Moura pediam propina em barras de ouro para liberar dinheiro do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) para os municípios.

Ônibus escolares) O Ministério da Educação também tentou superfaturar em mais de R$ 700 milhões a compra de ônibus escolares destinados ao transporte de estudantes em áreas rurais. O governo Bolsonaro queria pagar R$ 480 mil por ônibus. Porém, cada veículo deveria custar no máximo R$ 270 mil.

Escândalo do asfalto) Governo Bolsonaro contratou empresa de fachada para serviços de pavimentação. Nos contratos, que somam R$ 600 milhões, foram encontrados superfaturamentos, pagamentos indevidos, serviços em duplicidade e obras inacabadas.

Rachadinhas, Queiroz e Michelle Bolsonaro) O ex-PM Fabrício de Queiroz comandou o esquema de rachadinhas do Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele depositou pelo menos 21 cheques na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, entre os anos de 2011 e 2018. O valor total chega a R$ 89 mil. Documento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) aponta para movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz.

Funcionários fantasmas) Dentre os assessores que devolviam parte do salário pra família Bolsonaro, muitos nem trabalhavam de verdade. O irmão do Jair, Renato Bolsonaro, foi funcionário fantasma na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) como assessor especial do deputado estadual André do Prado (PR). Ele recebia mais de R$ 17 mil mensais sem ir trabalhar, mas foi descoberto em 2016.

Propina na SECOM) O chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten, recebia por meio de uma empresa, da qual era sócio, dinheiro de emissoras de TV e agências de publicidade contratadas pela secretaria, ministérios e estatais do governo Bolsonaro.

Próteses penianas, viagra, leite condensado, filé, picanha e salmão) O primeiro escândalo apareceu na compra de R$ 56 milhões em filé, picanha e salmão para as Forças Armadas. Depois veio a aquisição de mais de 35 mil unidades de Viagra. A farra das compras ainda não tinha acabado, foram realizados três pregões eletrônicos em 2021 para a aquisição de próteses penianas. Teve também o gasto de R$ 15 milhões com leite condensado em 2020.

NÃO TRABALHA

Entre 1º de janeiro de 2019 e 6 de fevereiro de 2022, Bolsonaro trabalhou em média 4,8 horas por dia. Ou seja, ele trabalha menos que um estagiário. Férias, passeio de moto, jet ski, lancha, pescaria, praias, jogos de futebol, motociatas e muita farra.

Não é à toa que o presidente ganhou o apelido de vagabundo. Em três anos e meio de mandato, enquanto a população sofreu com a pandemia e amarga o desemprego e a inflação nas alturas.

VIVE DE MAMATA

Ele e seus filhos estão há mais de 3 décadas na política. Nunca trabalharam de verdade. Foi expulso do Exército. Nos quase 30 anos que ficou de deputado federal, apresentou somente 2 projetos, nenhum foi aprovado. Como presidente, Bolsonaro já gastou R$ 16,5 milhões com o cartão corporativo.

A soma é apenas uma parte dos R$ 21 milhões que foram torrados pelo presidente, a primeira-dama Michelle e o círculo mais próximo do clã presidencial. Como ele consegue gastar tanto, a população simplesmente não pode saber porque ele Decretou sigilo de 100 anos.

“VÃO FICAR CHORANDO ATÉ QUANDO?”

Enquanto nós sofríamos com perdas de familiares próximos, amigos queridos e colegas de trabalho para o covid, esse ser estava todo dia na televisão dando declarações como: “Não sou coveiro!”, “E daí? Lamento. Quer que eu faça o que?”, “É o destino de todo mundo”, “País de maricas”, “Chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando?”, “Não tá havendo morte de criança que justifique”, “Lamento profundamente, mas é um número [de crianças mortas] insignificante”, “Todo mundo morre um dia” etc. Até falta de ar de alguém morrendo na UTI Bolsonaro imitou.

HOMOFÓBICO, RACISTA, MISÓGINO E MACHISTA

A carreira política do atual presidente está alicerçada em dezenas de polêmicas envolvendo discursos homofóbicos, machistas, misóginos e racistas. O ex-deputado federal pelo Rio começou a ganhar destaque na mídia justamente por causa de seus discursos conservadores, principalmente contra a comunidade LGBTQIA+.

Vídeos com entrevistas de Bolsonaro demonstrando sua ojeriza às pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros pipocam aos montes nas redes sociais. Num deles faz uso de sua imunidade parlamentar para afirmar que tem orgulho em admitir que é, sim, homofóbico. Em outra entrevista, em resposta à cantora Preta Gil, diz que os filhos foram muito bem educados e não correm o risco de se casarem com uma mulher negra. Bolsonaro também já foi acusado até de agredir mulheres no início de sua carreira.

Outro vídeo polêmico replicado nas plataformas digitais é um em que o candidato admite que teria se alistado ao exército pela Alemanha, caso vivesse no país europeu na época da 2ª Guerra Mundial. Como o próprio revela na gravação, ele é descendente de alemães e italianos e seu bisavô atuou como um soldado de Adolf Hitler.

É DEVER DO SINDICATO LUTAR CONTRA QUEM ATACA OS SERVIDORES!
NÃO VOTE NO BOLSONARO!

SÉRIE “NÃO VOTE NELES”

Parte 1: Paulo Alexandre Barbosa (PSDB)

Parte 2: vereadores de Santos

Parte 3: deputados da região

Parte 4: Bolsonaro (PL)

NÃO VOTE NELES (parte 3): deputados da região. Júnior Bozzella (UNIÃO), Rosana Valle (PL) e Tenente Coimbra (PL)

A parte 3 da série “NÃO VOTE NELES” é dedicada aos 3 atuais deputados da região que buscam a reeleição. Porém, em apenas 4 anos eles já provaram que NÃO merecem os nossos votos. Veja:

Júnior Bozzella (UNIÃO)NÃO VOTE NELE: Júnior Bozzella (UNIÃO)

O deputado federal não só votou a favor da Reforma da Previdência como também mobilizou assinaturas de representantes de entidades empresariais e patronais em favor desse ataque aos trabalhadores brasileiros. Agora candidato à reeleição, é mais um que recomendamos: NÃO VOTE NELE!

Rosana Valle (PL)NÃO VOTE NELA: Rosana Valle (PL)

Queridinha da região quando apresentava programa de turismo, hoje todos sabem sua face bolsonarista. Rosana Valle deu seu voto favorável à “PEC Emergencial”, que criaria gatilhos constitucionais que congelariam salários, benefícios, progressões e promoções no serviço público, e restringiria concursos públicos somente para cargos vagos.

Outro voto vergonhoso: se posicionou contra a prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL), que defendeu ditadura militar, fechamento do STF e destruiu a placa de Marielle Franco.

Isso sem falar, é claro, da traição que cometeu em 2019 ao votar sim à Reforma da Previdência, quebrando a promessa que havia feito a dirigentes sindicais da região.

Nunca é demais lembrar que Bolsonaro liberou mais de R$ 4 bilhões para os deputados que votaram a favor da reforma. Por coincidência, a maioria dos deputados investiram esse orçamento secreto na compra de tratores superfaturados, com valor 259% maior que o preço normal. Também por coincidência, nessa mesma época Rosana Valle comprou um trator com verba federal e o destinou para Pedro de Toledo.

Tenente Coimbra (PL)NÃO VOTE NELE: Tenente Coimbra (PL)

Outro bolsonarista que vota tudo o que for contra os trabalhadores. Esse tenta reeleição no cargo de deputado estadual. Tem o mesmo discursinho mentiroso de enxugamento máximo do Estado, que na verdade é enxugamento apenas para os pobres, para os ricos o Estado continua forte, privilegiando a terceirização e a privatização.

É o principal articulador das Escolas Cívico-Militares na região. Esquema que drena recurso público para pagar militares aposentados e que não dá resultado.

NÃO VOTE NELES!

SÉRIE “NÃO VOTE NELES”

Parte 1: Paulo Alexandre Barbosa (PSDB)

Parte 2: vereadores de Santos

Parte 3: deputados da região

Parte 4: Bolsonaro (PL)

NÃO VOTE NELES (parte 2): vereadores de Santos. Audrey Kleys (PP), Fábio Duarte (PODE) e Sérgio Santana (PL)

Nesta parte 2 da série “NÃO VOTE NELES” reunimos os 3 atuais vereadores de Santos cujo histórico de votações na Câmara foi contra os servidores. Veja agora os motivos para NÃO votar neles:

Audrey Kleys (PP)NÃO VOTE NELA: Audrey Kleys (PP)

No ano passado a vereadora votou contra os servidores aprovando o Projeto de Lei que retirava o direito ao Adicional de Titularidade para grande parte da categoria.

Agora em 2022, a candidata à Alesp também votou a favor do pacote de maldades que mexeu com vários direitos dos servidores:
– Acabou com o Auxílio-Doença (valor que o servidor adoecido recebia de 1 salário uma única vez a cada 12 meses em licença médica);
– Diminuiu pela metade dos prazos/valores da Licença Acompanhante;
– Colocou mais exigências no Estágio Probatório;
– Diminuiu pela metade o período de avaliação/reavaliação de readaptação da Licença Médica.

Fábio Duarte (PODE)NÃO VOTE NELE: Fábio Duarte (PODE)

Outro vereador que disputará uma vaga de Deputado Estadual, Fábio Duarte também votou pela restrição da Titularidade e a favor do pacote de maldades.

O parlamentar também votou pela Reforma da Previdência municipal, um dos maiores ataques da história da categoria.

Fora isso tudo, Duarte é um bolsonarista que aprova tudo o que o presidente fala e faz. Então, pode pôr na conta do Duarte todos os ataques do Bolsonaro à categoria que ele assina embaixo.

Sérgio Santana (PL)NÃO VOTE NELE: Sérgio Santana (PL)

Esse faz questão de usar o slogan “Sempre presente”. Só se for contra os servidores. Além de votar pela restrição da Titularidade, a favor do pacote de maldades, Santana esteve presente em todos os ataques aos servidores enquanto vereador. Em 2017, foi um dos que assumiu compromisso de não votar a proposta de reajuste rebaixada do governo e três semanas depois fez exatamente o contrário.

O candidato à Alesp também votou pela Reforma da Previdência municipal. A desculpa dos vereadores era que sem a Reforma o IPREV iria falir. Os mesmos, incluindo Santana, que aprovaram os calotes do governo ao IPREV em 2016 e 2020.

NÃO VOTE NELES!

SÉRIE “NÃO VOTE NELES”

Parte 1: Paulo Alexandre Barbosa (PSDB)

Parte 2: vereadores de Santos

Parte 3: deputados da região

Parte 4: Bolsonaro (PL)

NÃO VOTE NELE (parte 1): Paulo Alexandre Barbosa (PSDB)

Reunimos nesta série os candidatos da próxima eleição que NÃO indicamos o voto pelo histórico político deles contra os trabalhadores, em especial aos servidores de Santos. Veja agora nessa parte 1 porque NÃO VOTAR no Paulo Alexandre Barbosa (PSDB):

Agora candidato a Deputado Federal, o ex-prefeito Paulo Alexandre terceirizou várias unidades e serviços públicos durante seus dois governos. As empresas que ficaram fazem um rombo no orçamento da Prefeitura (inviabilizando aumentos salariais, novas nomeações e até mesmo reposição de funcionários), do IPREV e da CAPEP.

Em 2013 e 2017 ele tentou dar ZERO% de reajuste salarial. Só não conseguiu porque os servidores fizeram greve e conquistaram o reajuste pela inflação nesses dois anos. Em 2017 Paulo Alexandre foi intransigente, não quis negociar a reposição e impôs os descontos dos dias parados. Apesar desses descontos serem infinitamente menores do que perder 5,35% do salário (todos os meses desde fevereiro de 2017 até a aposentadoria ou, pra quem tem integralidade, até o último dia de vida), foi um duro golpe contra a categoria.

Com a pandemia, o ex-prefeito finalmente conseguiu fazer o que queria: deu ZERO% de reajuste salarial por 2 anos seguidos. Em 2020, no auge da pandemia, aproveitou que os servidores não podiam mais protestar nas ruas e, no mesmo ano, aderiu à Lei 173 do Bolsonaro que impedia o reajuste para 2021.

Paulo Alexandre também é diretamente responsável por ter colocado a CAPEP no buraco. Foi ele quem colocou o Eustázio na presidência da autarquia que deixou um enorme rombo nas contas. Foi ele quem não repassou tudo o que deveria para a CAPEP em 2017 (enquanto os servidores eram descontados integralmente). A irresponsabilidade gerou descredenciamento de hospitais e clínicas por falta de pagamento. Só em outubro de 2018, após muita pressão, Eustázio caiu, mas as dívidas ficaram como bola de neve.

Paulo Alexandre também é responsável (junto com Bolsonaro e os vereadores) pelo aumento de 2% do desconto ao IPREV, fim das incorporações e a Reforma da Previdência municipal que aumentou a idade mínima para se aposentar e diminuiu os ganhos dos aposentados e pensionistas.

Por tudo isso: NÃO VOTE NELE!

SÉRIE “NÃO VOTE NELES”

Parte 1: Paulo Alexandre Barbosa (PSDB)

Parte 2: vereadores de Santos

Parte 3: deputados da região

Parte 4: Bolsonaro (PL)