Não é a primeira vez que a Prefeitura de Santos tenta privatizar o serviço de saúde em Santos. A gestão do Papa  (que na época era do PMDB e atualmente é do mesmo partido do Paulo Alexandre, PSDB) tentou por duas vezes sem sucesso. Nas duas ocasiões, os servidores se mobilizaram e conseguiram barrar as tentativas privatistas.

Esse fato contraria completamente quem anda espalhando que não têm mais jeito, que as Organizações Sociais virão de qualquer modo, pois as Leis já foram aprovadas etc e tal. "A história só surpreende quem de história nada entende", já dizia a famosa frase.

A primeira investida das empresas em abocanhar o serviço público foi em 2006 (veja no Boletim 12). Tal qual Paulo Alexandre tenta fazer agora, Papa queria entregar todo o Complexo Hospitalar da Zona Noroeste (Hospital, Pronto Socorro e Maternidade) para uma Organização Social (OS). Dizia ele que a tal OS teria ligação com a Unifesp. Na época, o SINDSERV Santos denunciou que na verdade a OS não tinha nenhum vínculo com a universidade paulista e organizou os funcionários municipais para resistir. Com os servidores unidos, o então prefeito teve que recuar e acabou desistindo da empreitada.

Em 2010 Papa tentou mais uma vez agraciar os financiadores de sua campanha. Dessa vez, queria entregar na mão das empresas privadas a gestão dos plantões médicos de todas as unidades de Saúde da cidade (veja nos Boletins 50, 53, 54 e 56). Chegou a publicar no Diário Oficial um Decreto criando uma comissão de licitação que iria selecionar as instituições "filantrópicas" e prestadores de serviços privados para atuar na Saúde pública. Mais uma vez o SINDSERV fez uma ampla campanha com funcionários e população e a mobilização de todos fez o prefeito voltar pro gabinete e desistir da ideia.

Outros setores também já foram alvo da sanha privatista de nossos governantes. Já tentaram, por exemplo, entregar todo o serviço feito pelos cozinheiros e merendeiros para uma empresa privada. Novamente, a categoria unida não deixou isso acontecer.

Moral da história

Como vimos, a absurda ideia de que é mais barato pagar uma empresa privada (ao invés de pagar diretamente os funcionários que irão fazer o serviço) não é nova. Outros que se sentaram na cadeira de prefeito da cidade de Santos já tiveram o "brilhante" pensamento.

Embora sempre esbarrem na inconstitucionalidade flagrante (como também é o caso da atual tentativa, veja aqui na página 6), O ÚNICO FATO QUE FEZ BRECAR O ATAQUE DA INICIATIVA PRIVADA AOS COFRES PÚBLICOS FORAM AS MOBILIZAÇÕES, tanto dos funcionários públicos quanto da população organizada. Essa lição tem que ser apreendida, contada aos colegas e recontada quantas vezes forem necessárias.

A atual tentativa de terceirizar a gestão de hospitais e outros equipamentos públicos pode ser freada SIM! Mas isso vai depender diretamente da nossa capacidade de nos mobilizarmos!

TODOS CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO!

"A história só surpreende
quem de história nada entende"

Karl Marx

Deixe um Comentário

Você precisa fazer login para publicar um comentário.