A abertura dos envelopes com as propostas (indecentes) das Organizações Sociais que disputam a ge$tão da nova UPA Central no dia 13/07 não passou em branco como tanto queria a Prefeitura (tal evento, de suma importância para a vida de todos os santistas, foi divulgado apenas no Diário Oficial em letras miúdas).
 
Servidores e munícipes foram até a porta do "leilão" protestar contra tal iniciativa que visa, única e exclusivamente, a transferência direta de dinheiro público para empresas privadas (sem licitações, fiscalização, ou qualquer outro controle).
 
A Prefeitura e o chefe da Guarda Municipal chamaram a Polícia Militar para o ato na tentativa de, com toda a truculência necessária, calar qualquer voz que fosse contra a terceirização da saúde da cidade.
 
Voz de prisão para diretores do sindicato e participantes do ato, empurrões, tentativa de fechar as faixas para a população não saber o que estava acontecendo e intimidação para que ninguém filmasse as agressões, de nada adiantaram: Os manifestantes continuaram firmes na porta do prédio do Banco do Brasil, onde ocorria o "leilão", gritando em alto e bom som "Saúde SIM! OS NÃO!".
 
Após o tumulto, servidores do PS Central (que será substituído pela UPA Central), trabalhadores da Secretaria de Saúde e demais Secretarias que funcionam no prédio permaneceram na porta sem subir, apesar das intimidações dos chefes. Os funcionários públicos fizeram uma assembleia onde decidiram:
-Continuar a resistência contra a terceirização dos serviços públicos;
-Protocolar mais uma vez a decisão dos servidores contrária ao processo em curso e pedido de reunião com o prefeito.
 
Transparência pra inglês ver
Nada oficialmente foi divulgado do que aconteceu na reunião, às portas fechadas, da Prefeitura com os empresários. Todavia, nada de bom pode ter saído de tal encontro já que todas as OSs são FICHA SUJA. Ou seja, onde estão atuando ou por onde passaram há denuncias de corrupção, processos na Justiça, investigação do Ministério Público, revolta da população pelo péssimo atendimento, greve dos funcionários por falta de pagamentos, sucateamento do equipamento público etc.

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