Mais uma vez os servidores manifestaram publicamente que são contra a entrega dos serviços públicos para as Organizações Sociais (OSs). De duas uma: Ou Paulo Alexandre Barbosa abandona seu projeto privatista ou abandona de vez a falácia de que mantém "diálogo aberto com os trabalhadores".
 
Além de insistir na terceirização dos serviços públicos, nos últimos dias o governo tucano deu mais um grande motivo para os funcionários públicos se manifestarem na manhã de hoje (06/08): Por meio de Decreto o prefeito institucionalizou o famigerado Banco de Horas. O governo quer que sejam feitas no máximo 60 Horas Extras mensais, mas só quer pagar 40. Isso mesmo, Paulo Alexandre pretende que trabalhemos 20 horas mensais em troca de folga, sem receber o salário correspondente ao período trabalhado extraordinariamente.
 
O ato em frente ao PS Central teve como o dialogar com os usuários da unidade e com os munícipes que circulavam no trânsito em frente à unidade, demosntrando todos os males que significa ter uma empresa privada gerindo um hospital público. Para quem quiser ter uma noção do problema, basta ver o que acontece em outras cidades que resolveram seguir esse modelo: Ataque aos Cofres Públicos
 
A população abordada apoiou o movimento fazendo questão de registrar que conhece como é o atendimento nas cidades vizinhas onde as OSs já atuam. Não é pra menos, até mesmo em pesquisa encomendada pelo próprio PSDB a maioria dos entrevistados (38,6%) defendeu que os serviços nas unidades de saúde sejam executados SOMENTE por servidores públicos.
 
Veja abaixo o panfleto distribuído à população:
 
PREJUÍZOS PARA O CONTRIBUINTE E PARA A SAÚDE PÚBLICA
 
No dia de hoje, servidores da saúde municipal, SINDSERV – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos e pessoas do povo se manifestam contra a terceirização do Pronto Socorro Central (unidade de saúde da Prefeitura de Santos) para uma Organização Social (O.S.).
 
Mas por que a manifestação? Porque contra a terceirização?
 
Para justificar a “necessidade” de terceirização, os gestores sucateiam os serviços diretos, como alias ocorre no Pronto Socorro Central (falta funcionário, material médico, macas, carros e ambulâncias, medicamentos, entre outros), para em seguida apresentar a “solução mágica” da terceirização. Alem de tudo isso, o prefeito quer implantar “banco de horas”, ou seja, trabalho em troca de folga. Uma ilegalidade e um calote.
 
A entrega de serviços públicos para Organizações Sociais tem gerado o “efeito petrolão” em dezenas de municípios Brasil afora: corrupção escancarada entre donos das O.S. e gestores públicos. Se houver dúvidas quanto a isso consulte este endereço eletrônico e veja com seus próprios olhos a bandalheira disseminada pelas O.S.: www.ataqueaoscofrespublicos.com;
 
A FUNDAÇÃO DO ABC, O.S. que foi anunciada pelo prefeito de Santos como a próxima administradora do Pronto Socorro Central sofre toda sorte de questionamentos judiciais e da mídia, por irregularidades cometidas em outros municípios. Veja no sitio acima referido. 
 
O serviço prestado por O.S. é muito mais caro que o serviço prestado diretamente, e a qualidade é, via de regra, pior. No inicio do contrato tudo corre as mil maravilhas para calar os críticos. Passado algum tempo, os contratos passam a sofres aditamentos absurdos (aumento dos valores) e a qualidade da prestação de serviço despenca;
 
As O.S. somente se interessam por serviços onde é possível “morder” sobretaxas nas compras de muitos materiais e equipamentos, e onde pode pagar baixos salários. O resultado disso é superfaturamento em todas as compras, a contratação sem concurso público de profissionais com baixa qualificação, e por vezes falsos profissionais;
 
Levantamentos dos Tribunais de Contas apontam que na maioria dos hospitais geridas por O.S. morrem mais pessoas que passam por internações;
 
O dinheiro que é gasto desnecessariamente nos contratos com as O.S. sai do bolso do contribuinte, que paga pelos serviços públicos mesmo sem utilizá-los e acaba custeando o superfaturamento e os esquemas de propinas para partidos e apadrinhados políticos;
 
Aqui mesmo na região da Baixada Santista, os municípios de Peruíbe, Praia Grande, Cubatão e Bertioga, já sofrem ou sofreram com sérios problemas nos serviços de saúde provocados por Organizações Sociais.
 
Vale lembrar que na criação da lei das O.S. em Santos (final de 2013), por iniciativa do atual prefeito e com a aprovação dos vereadores, todos os fatos acima relatados foram apresentados aos mesmos, inclusive os problemas já ocorridos aqui na região. Fizeram ouvidos de mercador e criaram a tal lei às pressas, ao apagar das luzes do referido ano. Com que interesse fizeram isso? 
 
Frente ao exposto, cumprindo a obrigação de alertar o contribuinte e os usuários dos serviços públicos da cidade de Santos, é necessário afirmar
 
TODOS NÓS DEVEMOS SER CONTRÁRIOS A ESSE TIPO DE TERCEIRIZAÇÃO QUE LESA A POPULAÇÃO E PIORA O ATENDIMENTO.

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