Pais e trabalhadores na luta por reforma na UME Andradas 2

Pelo menos desde 2014 a escola precisa de reforma. Porém, desde 2014 o governo só faz reparos paliativos e arquiva os pedidos. Agora a conta ficou mais cara e para voltar a ter aulas presenciais o local precisa de uma reforma geral.

Todo o segundo andar está interditado! A sala de dança, onde o piso é de madeira, está toda alagada. No térreo: A sala dos professores está com o reboco do teto caindo; As salas de reuniões e da coordenação estão com infiltrações; E a água já está chegando na sala da orientadora e na recém inaugurada “Estúdioteca”.

Em 2014 um processo interno foi aberto para reparos no telhado e na laje. A Prefeitura arquivou em 2015. Em 2017 a COSEG (Coordenadoria de Engenharia de Segurança do Trabalho) desarquivou o processo. Nada foi feito e em 2018 uma criança escorregou em uma dessas poças de água causadas pelas infiltrações, fraturando o fêmur. Com a repercussão na imprensa, o governo mandou a manutenção na escola, que apenas fez furos no teto para drenar a água acumulada do telhado.

Em 2019 novamente a Prefeitura arquivou o processo sem resolver o problema e os drenos agora funcionam como verdadeiras “bicas” durante as chuvas mais fortes.

Ou seja, o problema se arrasta desde 2014. A cada nova chuva forte fica mais grave a situação. O governo só faz mais furos para drenar a água, sem reformar o telhado. São anos de negligência com todos os pedidos de reparos ignorados, pondo em riscos à integridade física e à saúde dos alunos, educadores e demais trabalhadores da escola.

Agora a comunidade se organizou para cobrar a reforma urgente e que resolva de fato o problema. Já fizeram ato na porta da escola, panfletagem, denunciaram na imprensa, organizaram um abaixo-assinado e entregaram na Prefeitura dia 29/06.

Com a pressão, o governo se mexeu e abriu concorrência para contratar a empresa que fará a reforma. Embora seja uma importante conquista do movimento, o governo não está cumprindo com o pedido da comunidade de poder acompanhar de perto essa reforma, a começar pelo projeto. O que será reformado? Como? Que tipo de intervenção será feita? Quais materiais serão usados? Como será a alocação dos alunos, funcionários, professores e Equipe Técnica enquanto a reforma durar?

Chega! A comunidade do Bairro Aparecida exige acompanhar a reforma do Andradas II de perto para que não seja mais um “tapa buraco” sem efetividade!

Em tempo: O SINDSERV Santos protocolou na mesma data um ofício reivindicando também acompanhamento do projeto, obras e tratativas quanto às condições de trabalho durante a execução da obra.