Ilustração com famílias olhando com admiração para profissionais da Saúde e escrito: "Lutar pelo ensino remoto! Essa é nossa responsabilidade! Pelas crianças, pelos trabalhadores da linha de frente, por toda a população!"

Em apenas 1 mês e meio de aulas presenciais, só na rede municipal já perdemos 3 colegas! Nas particulares foram pelo menos mais 2 professoras mortas. Internações de crianças dispararam em todo o Brasil. Ao todo, 72 servidores do estado de SP morreram. Isso sem contar os familiares dos servidores e alunos que adoeceram e/ou vieram a óbito.

Pedagogicamente também não houve avanço, pois as aulas remotas foram desqualificadas com essa forma híbrida, já que as aulas presenciais acontecem em duração insignificante para o aluno e perigosas diante da pandemia. O único que ganhou com o ensino presencial foi o vírus, que se alastrou, contaminou a muitos e matou com a desastrosa reabertura das escolas para aulas presenciais durante o maior pico de toda a pandemia.

NOS ATACAM

Empresários e políticos fazem de tudo para envenenar a população de ódio contra os trabalhadores educação (veja quem está por trás do @escolas.abertas aqui, por exemplo).

Espalham mentiras como se não estivéssemos trabalhando em toda a pandemia, como se agora estivéssemos todos vacinados, como se as aulas presenciais garantissem alimentação adequada para as crianças, etc (fakes desmentidas aqui).

NOSSA RESPONSABILIDADE

É difícil reverter tanta desinformação, mas não podemos assistir calados mais contaminações e mortes. Não há como oferecer nenhuma segurança sanitária com a retomada das aulas presenciais.

Sabemos que para frear o avanço do vírus, toda a sociedade precisa realizar coletivamente algumas ações combinadas e nós, educadores, temos o dever de divulgá-las. É nosso papel dialogar com o maior número de pessoas, principalmente com os pais e responsáveis por nossos alunos para que possamos:

1) Divulgar a posição da categoria para todos os membros das comunidades escolares de que neste momento não devemos ministrar aulas presenciais e que o trabalho presencial deve limitar-se ao encaminhamento de questões administrativas que não possam ser resolvidas pelo trabalho remoto, pois os índices de contaminações e mortes em toda a cidade continuam crescendo;

2) Incentivar todos os munícipes a participarem ativamente da campanha de vacinação e a propagandear a sua importância;

3) Denunciar o lento e descontínuo processo de imunização, reivindicando das autoridades por todos os meios possíveis a compra e a produção de vacinas para todos, como já ocorre em diversos países com muito menos recursos para importar, produzir e aplicar vacinas do que o Brasil;

4) Fortalecer as lutas pelo retorno do auxílio emergencial federal e de quaisquer outros auxílios financeiros estaduais e municipais para os setores mais vulneráveis da sociedade e participar das campanhas de solidariedade aos que mais necessitam;

5) Manter as atuais medidas adotadas até agora para reduzir a circulação do vírus entre as pessoas, tais como: exercer e promover as medidas de distanciamento físico, o uso de máscaras, termômetro, tapete sanitizante e a utilização do álcool gel e zelar para que todos adotem estes procedimentos de segurança;

6) Comunicar todos os casos de contaminação ou de suspeitas de contaminação a todos os membros das comunidades escolares e ao sindicato, pois a informação e a notificação são fundamentais no combate ao vírus;

7) Convocar e debater nos CONSELHOS DE ESCOLA e promover ASSEMBLEIAS (preferencialmente virtuais), com a mais ampla participação das comunidades, para debater o modelo de ensino presencial proposto e reavaliado, levando em consideração os problemas de evasão, de contaminação e de qualificação do ensino remoto e as diversas formas de enfrentá-los.

Tais ações são fundamentais para reduzir a exposição ao vírus e os trabalhadores de educação têm um papel fundamental neste momento tão difícil, pois a nossa omissão poderá custar vidas!

Na imagem: Manchete de reportagem "No lugar de estudantes, caixões. Prefeitura de SP contrata vans escolares para transportar mortos por COVID-19"

Os políticos e empresários estão espalhando mentiras para você. Veja aqui a realidade:

1) Os professores e outros profissionais de escolas estão “ganhando no mole”: MENTIRA!

VERDADE: Os servidores da Educação não pararam de trabalhar durante toda a pandemia. Para os professores, a carga horária mais do que dobrou com o ensino remoto e atendimentos individualizados através de aplicativos. E os profissionais de escolas também não pararam de trabalhar, pois as escolas continuaram abertas para trabalhos administrativos e de apoio aos pais, alunos e professores.

2) Professores e funcionários de escolas já foram vacinados: MENTIRA!

VERDADE: A primeira dose da vacinação que começou sábado foi apenas para uma pequena parte da comunidade escolar. Ficaram de fora: todos os que têm menos de 47 anos, todos os Auxiliares Bibliotecários, Técnicos em Biblioteconomia, Agentes de Portaria, professores e funcionários readaptados nessas funções, funcionários da limpeza, alunos e familiares.

Fora isso, foi aplicada apenas a primeira dose em alguns (muitos não tomaram porque acabaram as vacinas). Desses poucos que tomaram, ainda precisarão tomar a segunda dose e esperar mais 15 dias para estarem protegidos.

3) A primeira tentativa de volta às aulas presenciais deu certo: MENTIRA!

VERDADE: Internações de crianças dispararam em todo o Brasil. Em Santos, 1 cozinheiro e 2 professores MORRERAM, e várias contaminações com internações e sequelas. Nas particulares foram pelo menos mais 2 professoras mortas. Pesquisa revelou que o contágio é 3 vezes maior nas aulas presenciais. Ao todo 72 servidores do estado de SP morreram. Isso sem contar os familiares dos servidores e de alunos que vieram a óbito ou foram contaminados.

Qual foi o ganho pedagógico nesse um mês e meio de aulas presenciais? Qual o ganho afetivo ou psicológico para essas crianças? NENHUM! Só quem “ganhou” foi o crescimento do contágio Coronavírus com essa atitude desastrosa do governo que contribuiu decisivamente para o maior pico de toda a pandemia.

4) As aulas presenciais garantem a alimentação dos alunos: MENTIRA!

VERDADE: Realmente é de responsabilidade do governo garantir a alimentação adequada das crianças. E o governo não está fazendo isso durante a pandemia (distribuiu pouquíssimas cestas e auxílios através de cartão) e também não fez durante o período das aulas presenciais.

No curto período de aulas presenciais foram oferecidos apenas lanches secos (suco e bolacha). Pelo rodízio, cada aluno foi apenas 1 vez por semana na escola. Ou seja, argumento falso para enganar a população.

VAMOS SUPERAR ESSA VIVOS!

Sem dúvida que as crianças estão sendo muito afetadas com as escolas fechadas. Falta de rotina e convivência com outras crianças, dificuldades emocionais e de aprendizado etc. Mas isso não pode nos levar a insanidade de fazer de conta que a pandemia acabou, que a morte não está à espreita, inclusive para nossos pequenos.

Neste momento, não há como oferecer nenhuma segurança de saúde com as aulas presenciais. Sabemos que a educação virtual ainda marginaliza parte dos alunos. Por isso, precisamos cobrar que o governo qualifique e amplie a escolarização remota.

A vida dos alunos, pais, avós, educadores e de suas famílias precisa estar acima de tudo.

Veja a lista das escolas onde houve contágios:

UME Anízio Bento
UME Auxiliadora da Instrução
UME Barão do Rio Branco
UME Candinha Ribeiro de Mendonça
UME Claudia Helena dos Santos Oliveira Corrêa (MORTE)
UME Deputado Rubens Lara
UME Derosse José de Oliveira
UME dos Andradas
UME dos Andradas II
UME Dr. Fernando Costa
UME Dr. José Carlos de Azevedo Jr
UME Dr. Nelson de Toledo Piza
UME Edméa Ladevig
UME Eunice Caldas
UME Flávio Cipriano Barbosa
UME Gemma Rebello
UME General Clóvis Bandeira Brasil (MORTE)
UME Gota de Leite
UME Irmã Maria Dolores
UME Irmão José Genésio
UME Leonor Mendes de Barros
UME Lourdes Ortiz
UME Magali Alonso
UME Margareth Buchmann
UME Maria Lucia Prandi
UME Maria Luiza Alonso Silva
UME Maria Patrícia Fogaça
UME Martins Fontes
UME Monte Cabrão
UME Noel Gomes Ferreira
UME Olavo Bilac
UME Padre Francisco Leite
UME Padre Leonardo Nunes
UME Padre Lúcio Floro
UME Paulo Gomes Barbosa
UME Pedro II
UME Prefeito Esmeraldo Tarquinio
UME Prefeito Oswaldo Justo
UME Professor Avelino da Paz Vieira
UME Professor Cely de Moura Negrini
UME Professor João Walter Sampaio Smolka
UME Professor José de Sá Porto
UME Professor Mário de Almeida Alcântara
UME Professora Iveta Mesquita Nogueira
UME Professora Maria Carmelita Proost Villaça
UME Professora Therezinha de Jesus Siqueira Pimentel
UME Ricardo Sampaio (MORTE)
UME Samuel Augusto Leão de Moura
UME Santista
UME Vinte e Oito de Fevereiro

Trecho do filme "Shrek" onde o Lord Farquaad fala: "Alguns de vocês podem morrer, mas é um sacrifício que eu estou disposto a fazer".

Os trabalhadores da Educação se reuniram em assembleia na última quinta-feira (08/04) e resolveram acentuar a luta pela manutenção das aulas remotas enquanto toda a comunidade escolar não for vacinada.

1 cozinheiro e 2 professores MORRERAM após a primeira tentativa IRRESPONSÁVEL de retornar com as aulas presenciais nas escolas municipais de Santos. Nas particulares foram pelo menos mais 2 professoras que vieram a óbito.

Isso tudo com apenas um mês e meio de aulas presenciais. A experiência desastrosa foi do dia 01/02 até o dia 15/03 e contribuiu decisivamente para o maior pico de toda a pandemia.

Mesmo assim…

O governo quer colocar novamente a vida dos professores, funcionários, alunos e familiares em risco. Decretou oficialmente volta às aulas presenciais pro dia 12/04. Depois noticiou que as aulas presenciais só voltam em maio, mas:

1) Não houve nenhuma nova publicação oficial sobre essa nova data;

2) A notícia fala de aula presencial só em maio, mas afirma que a partir do dia 12 as UMEs estarão abertas para “apoio pedagógico”.

Ou seja, a comunidade escolar ainda estará em risco a partir de hoje (segunda-feira).

E a vacinação que começou neste sábado também não atinge todos os profissionais. Primeiro porque será somente para quem tem a partir de 47 anos, excluindo a maioria dos trabalhadores. Segundo que não inclui toda a comunidade escolar, deixando de fora os Auxiliares Bibliotecários, Técnicos em Biblioteconomia, Agentes de Portaria, professores e funcionários readaptados, alunos e familiares.

TODOS À LUTA!

No dia 13/04 (terça-feira), às 19h, os servidores se reunirão virtualmente (sindservsantos.org.br/reuniao) para discutir as ações práticas que farão para ampliar a campanha pela permanência das aulas remotas enquanto não houver vacinação. PARTICIPE!

ASSEMBLEIA DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO Quinta-feira dia 08/04 às 19h sind.srv.br/assembleia Pauta: Discussão e organização para as ações necessárias diante do retorno presencial (artigo 8 do novo decreto de 04/04)

ASSEMBLEIA DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO
Quinta-feira dia 08/04 às 19h
sind.srv.br/assembleia
Pauta: Discussão e organização para as ações necessárias diante do retorno presencial (artigo 8 do novo decreto de 04/04)

O Governo assumiu sua face populista, anunciando o possível retorno das aulas presenciais nas UMEs a qualquer dia a partir de 12 de abril. É o que se vê no Decreto Nº 9.287 publicado ontem (04/04/2021).

Ao contrário dos governos, as trabalhadoras e trabalhadores da Educação tem mantido a coerência na luta mantendo a reivindicação de manutenção total de trabalho remoto até a imunização vacinal.

O governo ignorou a reivindicação em 2020 e, agora em 2021, autorizou a experiência macabra de aulas presenciais em fevereiro. Só recuou em março, diante da catástrofe desta decisão que causou inúmeras contaminações e mortes de funcionários e professores na rede Municipal e Estadual.

O SINDSERV Santos convoca trabalhadoras e trabalhadores da Educação lotados nas UMEs, SEDUC, CF Darcy Ribeiro e Parque Tecnológico (professores, EDIs, intérpretes de libras, cozinheiras, equipes técnicas, inspetores de alunos, oficias administrativos, secretários de Unidades Escolares, auxiliares bibliotecários, técnicos em biblioteconomia, agentes de portaria e auxiliares de serviços gerais), que estejam trabalhando em 2021 de forma híbrida ou remota (mesmo afastados), para discutir, pensar e organizar formas de luta.

O objetivo é solucionar esta questão que está impondo diariamente a contaminação e a morte também nas Comunidades Escolares.

Sua participação é importantíssima, você NÃO pode e NÃO deve se omitir.

SÓ A LUTA COLETIVA MUDA A VIDA!

Imagem: Ilustração de Alireza Pakdel no qual uma criança dorme abraçando a manga de um vestido com a foto de uma profissional da saúde.

Desde o início desta pandemia de COVID-19, os servidores que atuam nas unidades de Saúde (essenciais) não tiveram um minuto de descanso. Monitoramentos e atendimentos, rastreamento de casos, encaminhamentos de pacientes, internações e entubações em UTIs, abertura e fechamento de vagas, campanha de vacinação – tudo isto sem deixar as demais necessidades de gestantes, hipertensos e diabéticos, acidentes, atendimentos aos recém-nascidos, vigilância epidemiológica, fiscalização, aquisição e distribuição de medicamentos e todas as demais necessidades de saúde diárias da população. Este trabalho, que já é difícil em tempos “normais”, ficou muito mais pesado diante da pandemia.

Os servidores públicos municipais da Saúde tiveram que chorar a morte de colegas de trabalho desde o início. Muitos profissionais foram contaminados, a maioria está trabalhando e lidando com sequelas físicas e psicológicas, incluindo o medo diário de se contaminar ou aos familiares.

Outra morte nesta guerra foi a da Agente Comunitária de Saúde SIMYRA CHIORO DE SOUZA, que atuava na USF Castelo na Zona Noroeste.

Nós do Sindserv Santos lamentamos profundamente a morte de todas e todos os trabalhadores da categoria e de nossa classe. Ao mesmo tempo, reafirmamos que estes trabalhadores e trabalhadoras não serão esquecidos. Sua memória continuará viva na luta necessária para superarmos coletivamente este estado de coisas que inverte os valores, colocando a nossa vida abaixo dos interesses privados de governos e patrões.

Cientes de que SYMIRA e todos que faleceram neste combate estarão presentes através das lutas de nossa classe, é que nos solidarizamos e conclamamos servidoras e servidores públicos a se guiar pelos trabalhadores que usam a ciência e a razão para combater o vírus, tomando todos os cuidados necessários e combatendo as narrativas fantasiosas que são infiltradas na população por interesses de negacionistas.

Imagem: Gráfico de novas internações por dia em Santos (https://www.seade.gov.br/coronavirus/) mostra que as primeiras semanas de aula presencial (iniciadas dia 01/02) contribuiram decisivamente para maior pico de toda a pandemia.

Mais um professor faleceu por conta do IRRESPONSÁVEL retorno das aulas presenciais no começo desse ano. Edson Martins Gomes, professor na UME Judoca Ricardo Sampaio morreu dia 31/03.

O IRRESPONSÁVEL retorno das aulas presenciais em Santos é parte da política negacionista dos governos municipais, estaduais e federal. Política essa que contribuiu decisivamente para o maior pico de contágios e mortes em toda a pandemia (veja o gráfico).

Contaminou dezenas de pessoas integrantes da Comunidade Escolar e espalhou COVID-19 pelos transportes públicos lotados. Houve também mais mortes no rastro da política de retorno às aulas presenciais aqui na SEDUC Santos: o cozinheiro Wagner Rodrigues (UME Bandeira Brasil) e a professora Andrea Alves (UME Claudia Helena dos Santos Oliveira Correa e UME Waldery de Almeida).

Nas cidades da região e em todo o Estado de SP, foram dezenas de professores e funcionários de escolas, particulares e públicas, assassinados pela política do governo Doria de abrir as escolas para aulas presenciais, e da vontade dos prefeitos de plantão em seguir essa política genocida.

O anúncio de vacinação para os professores a partir de 47 anos mostra que o governador quer a todo custo reabrir as escolas. Isso não contempla boa parte dos professores e nem garante segurança para a comunidade escolar (demais funcionários, alunos e familiares dos alunos). Além disso, vai atrasar ainda mais a vacinação para trabalhadores que realmente não puderam parar (limpeza, assistência social, supermercados, saneamento, transporte…).

Nós, do SINDSERV Santos, lamentamos profundamente mais essa morte, de todos os demais servidores de Santos e de todos os trabalhadores de outras categorias que perderam suas vidas. Que nosso luto não nos abata e se transforme em luta.

Cristina Barletta, Rogério Santos, Adriano Catapreta, Doria e Bolsonaro: VOCÊS TÊM SANGUE NAS MÃOS!

MANUTENÇÃO TOTAL DAS AULAS REMOTAS ATÉ A IMUNIZAÇÃO VACINAL!

Foto do boneco Pinóquio

A secretária de educação informou oficialmente que NÃO irá agendar reunião com os professores que pretendem atuar no Projeto Profissional de Apoio Escolar Inclusivo e que foram prejudicados pela Portaria 06/2021 da SEDUC.

Para nossa incredulidade a desculpa foi de que havia “impossibilidade da agenda” pois a “PRIORIDADE” seria o “COMBATE À COVID-19”.

Será mesmo que a Seduc está preocupada com o combate a COVID-19?

Vejamos a seguir alguns argumentos que nos levam a crer que os motivos são outros:

  • Reivindicamos uma reunião virtual;
  • Todos os representantes da SEDUC exercem cargos de confiança ou funções gratificadas e portanto deveriam estar a disposição para resolver os problemas e encontrar soluções para atender as demandas;
  • A reunião reivindicada pelos trabalhadores e SINDSERV, é para que juntos encontremos soluções para o atendimento das crianças e jovens com deficiências e para resolver os impasses criados pela própria SEDUC;
  • No documento de resposta, ao invés de agendar a reunião virtual para debater e atender as reivindicações dos professores e as necessidades das escolas, a secretaria nos envia respostas evasivas, mostrando claramente que NÃO está aberta ao diálogo;
  • O prefeito Rogério Santos comprometeu-se em reunião a não prejudicar NENHUM professor que tivesse trabalhado no projeto em 2019 e 2020 e não é isso que está acontecendo.

Além disso, a SEDUC está dificultando o acesso ao projeto para diversos professores por diversas formas:

  • Negou acesso ao projeto aos que apresentam comorbidades, mesmo que no ano passado diversos projetos remotos tenham sido realizados de forma exitosa;
  • Pela baixa oferta de vagas e por apresentar a maioria das vagas em apenas um dos períodos;
  • Pela baixa oferta de escolas, impossibilitando a continuidade do trabalho realizado em anos anteriores e pela ampliação das distâncias entre a escola onde o profissional está lotado no cargo e a escola onde ele atua no projeto;
  • Por autorizar somente os profissionais que já estavam no Projeto em 2019 e 2020;
  • A SEDUC chegou a estabelecer em portaria que os profissionais que assumissem o projeto teriam que trabalhar presencialmente e que para isso o professor teria que se auto declarar apto, negando alguma comorbidade e por conta disso, para poder honrar compromissos financeiros e sustentar dignamente suas famílias, teve professor que aceitou a situação e morreu, após contaminação por COVID 19.

Portanto, será mesmo que a SEDUC está preocupada com o enfrentamento da COVID-19?

Responder a esta pergunta não é difícil, pois esta política MACABRA de retorno às aulas presenciais em pleno pico da pandemia, que autorizou o convívio de alunos, professores e funcionários em espaços confinados como as salas de aula e aglomerou os trabalhadores no transporte coletivo durante o deslocamento de ida e volta ao trabalho, já deixou em menos de 40 dias um rastro de contaminações e mortes.

Todos os obstáculos que dificultam o acesso dos professores aos postos de trabalho do Projeto Profissional de Apoio Escolar Inclusivo são propositais.

O objetivo do governo é entregar mais escolas e postos de trabalho para a terceirização e passar a boiada utilizando a pandemia como desculpa.

O SINDSERV reiterou o pedido de agendamento e convocará os professores para planejarmos os próximos passos desta luta!

ABAIXO A TERCEIRIZAÇÃO!
SÓ A LUTA COLETIVA MUDA A VIDA!

Imagem da Portaria 5/2021 SMS

A Prefeitura de Santos anunciou hoje (quarta-feira, 31/03) os cargos e funções que poderão tomar a vacina ainda hoje, das 9h às 16h, no Complexo Esportivo Rebouças (Praça Engenheiro José Rebouças s/nº – Ponta da Praia).

Serão contemplados os seguintes profissionais de saúde que prestam assistência direta à pacientes em hospitais, ambulatórios e unidades básicas de saúde:

  • médicos;
  • enfermeiros,
  • técnicos de enfermagem;
  • auxiliares de enfermagem;
  • fisioterapeutas;
  • técnicos de laboratório de análises clínicas;
  • biomédicos;
  • farmacêuticos;
  • cirurgiões-dentistas,
  • assistente social;
  • psicólogo;
  • nutricionista;
  • auxiliares de saúde bucal;
  • apoio de limpeza/higiene de hospital.

Além desses, também poderão tomar a vacina:

  • sepultadores;
  • funcionários do sistema funerário que tenham contato com cadáveres;
  • funcionários das unidades vacinadoras;
  • funcionários da Vigilância em Saúde.

Como “funcionários das unidades vacinadoras” entendemos ser todos os cargos que estão trabalhando nessas unidades, como é o caso de Oficiais Administrativos, ACSs (Agentes Comunitários de Saúde) e ACEs (Agentes de Combate às Endemias).

Segundo a Portaria, é preciso “apresentar documento que comprove inscrição no correspondente Conselho de Classe de sua categoria profissional, comprovando, ainda, o vínculo ativo com serviço de saúde, holerite ou recibo de prestador de serviço nas unidades acima citadas acima e comprovante de endereço no Município de Santos.”

Montagem que tem a Portaria da Seduc e a foto da Secretária de Educação no fundo. Na frente uma charge com várias caveiras da morte erguendo a bandeira com o símbolo do Coronavírus

A SEDUC publicou no dia de hoje (24/03) a Portaria 41/2021 que descumpre o Lockdown decretado no município (Diário Oficial, 22/03). O Lockdown estabeleceu que somente os serviços ESSENCIAIS continuam.

Até a circulação de pessoas não está autorizada se não for para “as seguintes finalidades:
I – aquisição de medicamentos;
II – aquisição de produtos e serviços essenciais, nos termos deste decreto;
III – atendimento ou socorro médico de pessoas ou animais;
IV – embarque ou desembarque em terminal rodoviário;
V – atendimento de situações de urgência ou necessidades inadiáveis;
VI – prestação de serviços ou atividades autorizadas por este decreto;
VII – atividades físicas individuais, observados os horários das 5h às 8h e das 17h às 19h30.”

Indiferente ao Decreto de Lockdown, indiferente que ontem (23/03) o Brasil bateu seu novo recorde de mortes em 24h (3.158), indiferente das professoras e funcionários de escolas que morreram por conta da IRRESPONSABILIDADE dos governantes em voltar com as aulas presenciais, a Seduc quer obrigar os servidores a irem trabalhar presencialmente nas segundas-feiras e quartas-feiras.

O que falta para a Cristina Barletta entender a gravidade do que estamos vivendo? Quais atividades administrativas inadiáveis são essas que só podem ser feitas presencialmente se as escolas estão fechadas?!?

Lembrando que para todos as empresas o governo DECRETOU que “Em todos os estabelecimentos e atividades previstas neste artigo, deverá ser adotado o regime de teletrabalho (‘home office’) para as atividades de caráter administrativo, ressalvados somente os casos em que o trabalho presencial seja comprovadamente indispensável ao atendimento ou funcionamento do estabelecimento ou atividade”.

Essa Portaria é um ABSURDO! É insensata, insensível, negacionista e contrária ao próprio Decreto do governo!

ABAIXO À PORTARIA!
FORA BARLETTA!

Imagem da publicação que a Secretária de Educação, Cristina Barletta, fez ontem (21/03/2021) nas suas redes sociais: "Não podemos seguir condenando uma geração inteira com escolas fechadas por prazo indeterminado! Escolas abertas devem ser a prioridade sempre!"

Nas duas últimas semanas, dois trabalhadores da educação, servidores públicos municipais de Santos, morreram vítimas da Covid-19. Na semana passada, o cozinheiro Wagner Rodrigues da UME Bandeira Brasil e nesta madrugada a professora Andrea Alves da UME Claudia Helena dos Santos Oliveira Correa e mediadora da UME Waldery de Almeida.

Nós, do SINDSERV Santos, lamentamos profundamente a morte destes trabalhadores e de todos os demais trabalhadores da nossa categoria e dos mais diversos setores, que perderam suas vidas por serem vítimas de governos e patrões que têm colocado os interesses privados acima das nossas vidas.

Também repudiamos veementemente a atitude macabra e negacionista da Secretária de Educação, de Saúde e do prefeito de Santos. Estes decidiram abrir as escolas para aulas presenciais durante a escalada de contaminações e mortes da chamada “segunda onda”, autorizando e estimulando o trânsito de milhares de alunos, pais e funcionários das escolas públicas, particulares e conveniadas.

Temos certeza que o primeiro lugar do Estado, ocupado pela cidade de Santos na mortalidade por Covid-19 em números relativos, e o crescente número de contaminações e mortes que causaram o atual colapso, poderiam ter sido evitados se erros grosseiros como este não tivessem sido cometidos desde o início da pandemia.

E em meio a tudo isso essa foi a publicação da Secretária de Educação, Cristina Barletta, fez ontem (21/03) nas suas redes sociais:

“Não podemos seguir condenando uma geração inteira com escolas fechadas por prazo indeterminado! Escolas abertas devem ser a prioridade sempre!”

Cristina Barletta (21/03/2021)

Ou seja, o governo reconhece a catástrofe decretando “lockdown” a partir de amanhã (23/03), mas não reconhece que tomou decisões equivocadas. Insistir nos mesmos erros não é somente burrice é mau-caratismo.

Secretária, se não for para fazer autocrítica e lamentar as mortes, é melhor ficar calada!

MANUTENÇÃO TOTAL DAS AULAS REMOTAS ATÉ A IMUNIZAÇÃO VACINAL!