Foto de ato contra a terceirização da Educação Especial

Realizaremos uma assembleia dos trabalhadores da educação na próxima quinta-feira (25/11) às 19h no Sindicato dos Metalúrgicos (Av. Ana Costa, 55) e uma das pautas será a terceirização da Educação Especial. Compareça!

No final do ano passado, o governo iniciou o processo de terceirização de toda a Educação Especial na rede municipal de Santos. Após muita luta das mães/pais e professores, o governo recuou mas conseguiu colocar 2 empresas privadas, terceirizando uma parte da Educação Especial.

Agora o governo Rogério Santos vem mais uma vez tentar terceirizar TODA a Educação Especial, deixando de fora os servidores concursados. Os professores já foram na Seduc junto com o sindicato pedir reunião urgente sobre o assunto, mas a reunião foi negada por meio de ofício, demonstrando que o governo não está disposto a dialogar com a categoria sobre o assunto e pretende impor seu projeto de terceirização.

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No começo do ano foram terceirizados 3 blocos de UMEs (para o atendimento de 670 crianças) e 1 bloco ficou com os servidores concursados (392 crianças). Agora, o novo Edital prevê 3 blocos para o atendimento de 1.071 crianças. Ou seja, toda a Educação Especial.

Esse novo Edital também dobrou o valor. Em 2021, as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) abocanharam R$ 9,4 milhões. Para o ano que vem, serão R$ 20 milhões para as empresas amigas.

Nem deu um ano inteiro e a realidade já demonstrou que a comunidade escolar estava certa, pois foram muitas as dificuldades para a permanência dos terceirizados nas unidades, tanto que parte dos profissionais da rede que foram inicialmente vetados precisaram ser novamente chamados para assumir as aulas.

E não culpem a pandemia, pois a Seduc nem mesmo com um menor número de alunos atendidos pelo PAIEs foi capaz de alocar profissionais em número suficiente nas unidades. E quanto às equipes multi-disciplinares, ninguém sabe e ninguém viu, atuarem conforme o contrato.

A terceirização, como já era de se esperar, desmontou e desqualificou o atendimento e reduziu postos de trabalho dos profissionais da rede.

O problema para 2021, segundo o governo, era a Lei 173 que não permitiria chamar novos concursados. Denunciamos na época que isso era MENTIRA.

E agora? Em 2022 essa Lei não terá mais efeito, qual será a desculpa?!?

Relembre aqui as MENTIRAS do governo e da Seduc.

Realizaremos uma assembleia dos trabalhadores da educação na próxima quinta-feira (25/11) às 19h no Sindicato dos Metalúrgicos (Av. Ana Costa, 55) e uma das pautas será a terceirização da Educação Especial. Compareça!