Foto da assembleia

Os servidores da Educação realizaram ontem (25/11) assembleia presencial onde foram discutidos diversos assuntos da área. Veja cada um deles:

Atribuição de aulas

Diante da informação de que a Seduc pretende fazer a atribuição presencial em sua sede (auditório e sala de Justiça Restaurativa), os trabalhadores decidiram que sejam indicados locais mais amplos, como o Colégio Coração de Maria, ou unidades da própria Prefeitura, como o Arena Santos e a UME Santista.

Outra informação que criou muita confusão e expectativa dos professores que atuam na educação infantil, foi a de que a Seduc apresentou para as Equipes desse segmento alterar os horários de entradas e saídas dos Professores Adjuntos. Os horários apresentados (veja o quadro abaixo) impedem o exercício do 2° registro, sobrecarrega o 1° professor em uma fração de tempo e poderá criar embaraços para a Equipe ao longo do dia. Questionada sobre essa apresentação, a Seduc respondeu que “foi somente uma pesquisa”. Os professores são contra essas alterações.

Quadro com novas propostas de horário para professores

Além disso, a assembleia elencou diversas reivindicações (veja aqui) que serão encaminhadas para a Seduc para melhorar o processo e evitar os problemas identificados em anos anteriores.

Educação Especial

A Seduc negou oficialmente reunião sobre o assunto. Nesse ofício em que nega dialogar com os trabalhadores, justificou que “não vislumbramos no momento necessidade de agendamento de reunião, uma vez que os esclarecimentos sobre o assunto em questão encontram-se apresentados”.

1) Quem deve achar ou não que o que foi apresentado dispensa a necessidade de reunião são os trabalhadores que pediram a reunião;

2) Os “esclarecimentos” “apresentados” não respondem o básico do básico que os trabalhadores querem saber! Quantas vagas de Profissional de Apoio Escolar Inclusivo serão ofertadas aos professores concursados? Em quais escolas?.

Teremos que, mais uma vez, mobilizar os pais de alunos e ir pra rua denunciar a ampliação da terceirização na Educação Especial que já se mostrou ineficiente e corrupta. Ou alguém viu algum profissional das tão faladas “equipes multi-disciplinares” em alguma escola conforme prevê o contrato?

Pois é, e em 2022 já está previsto o dobrou o valor para as Organizações da Sociedade Civil (OSCs). Em 2021 abocanharam R$ 9,4 milhões e ano que vem serão R$ 20 milhões.

Educação de Jovens e Adultos (EJA)

O governo quer acabar com as EJAs. Em 2021 já encerrou as atividades na UME Dino Bueno e UME Edméa Ladevig. Antes disso, mesmo com muita luta dos alunos e trabalhadores, o governo já tinha conseguido encerrar na UME Gota de Leite em 2020.

A intenção do governo em desmontar a EJA é nítida. Não faz publicidade em épocas de matrícula e ainda promove ações para desestimular os alunos, como:

– No final de 2017, sem nenhum diálogo com as comunidades escolares, reduziu a carga horária e alterou a matriz curricular;

– Agora na pandemia, também sem diálogo, passou 2 matérias para o virtual. Os profissionais relatam que os alunos não estão conseguindo aprender e, em muitos casos, nem mesmo ter acesso ao conteúdo.

Já que o governo não faz sua parte, a assembleia decidiu que os próprios trabalhadores farão uma grande campanha em 2022 de incentivo às matrículas de munícipes fora da idade escolar.

Outras reivindicações

Os servidores também elencaram outras reivindicações que serão recolocadas ao governo:

– concurso público para cozinheiras;

– revogação dos contratos nas cozinhas nas UMEs de Santos;

– abertura de concurso público para o ingresso de PADs I e II para que se preencham todos os atuais cargos vagos e os que vierem a vagar durante a vigência do concurso;

– promoção dos Professores Adjuntos I e II das listas vigentes até o preenchimento de todas as vagas de PEBs I e II;

– promoção dos Professores e Especialistas classificados para os cargos de Especialistas I, II e III, com a efetivação das nomeações ainda este ano para atender as necessidades da rede para o início do ano letivo de 2022.