Os trabalhadores da Educação discutiram as novas investidas do governo para a retomada das aulas presenciais nas escolas municipais de Santos e reafirmaram o que já haviam deliberado na assembleia anterior: NÃO HÁ CONDIÇÃO ALGUMA PARA O RETORNO PRESENCIAL DOS ALUNOS ANTES QUE TODOS ESTEJAM IMUNIZADOS PELA VACINA.

SEDUC AUTORIZA O RETORNO PRESENCIAL

Os trabalhadores da Educação repudiaram a autorização de reabertura das escolas para o retorno presencial de parte dos alunos, o que a Secretaria de Educação de Santos está chamando de “reforço”.

A secretária de Educação tem se reunido com membros de equipes técnicas no claro intuito de autorizar e viabilizar o retorno presencial de parte dos alunos antes da imunização, contrariando a posição expressa e ratificada pelos educadores.

Com a fala de que “nenhum trabalhador da educação é obrigado a retornar” e que estão “preocupados com a evasão escolar”, o governo autoriza que as comunidades abram suas portas para parte dos alunos, ampliando assim as chances de contágio entre alunos e educadores e substituindo a qualificação do ensino remoto por um retorno presencial perigoso do ponto de vista sanitário e ineficaz do ponto de vista pedagógico.

O QUE PENSA A CATEGORIA

A categoria considera que esta decisão é PRECOCE e EQUIVOCADA, pois o índice de mortalidade por COVID-19 em Santos é relativamente maior que os registrados no município de São Paulo, no estado e no país. Na Europa, por exemplo, vários países estão voltando a fechar as escolas e diversos setores da economia por conta de uma NOVA ONDA DE CONTÁGIOS. Fora que já há registros de reinfecção em diversas partes do mundo, inclusive aqui na Baixada Santista.

Temos hoje 688 mortes registradas e apenas 433.331 habitantes. A curva de contágio e a média móvel de óbitos segue muito alta em Santos e região. Portanto, nada nos leva a crer que antes da imunização pela vacina, anunciada para os próximos meses, devamos retomar as aulas para parte dos alunos.

Várias prefeituras da Baixada Santista, com índices de mortalidade e contágio menores que os de Santos, acertadamente JÁ CANCELARAM O RETORNO ÀS AULAS PRESENCIAIS ATÉ O FINAL DO ANO.

Entendemos que o retorno às aulas presenciais, mesmo escalonado, propiciará um aumento no número de contaminações e mortes e não modificará significativamente os níveis de aprendizagem.

Segundo a Fundação Seade, cerca de 7,2% dos mais de 24.428 casos de COVID-19 registrados em Santos concentram-se na faixa etária dos 0 aos 19 anos. Temos inclusive registro de morte de criança com menos de 9 anos. Não haverá aprendizagem nas comunidades escolares se não houver vida, NÃO PODEMOS NEGAR A CIÊNCIA!

Sabemos que a educação virtual neste momento não dá acesso a todos e marginaliza parte dos alunos. Portanto, além de repudiarmos o retorno às aulas presenciais, reivindicamos que o GOVERNO QUALIFIQUE E AMPLIE a escolarização remota e coloque a vida dos alunos, pais, avós, educadores e de suas famílias acima de tudo.

DEVEMOS REFORÇAR A CAMPANHA CONTRA O RETORNO PRESENCIAL E DENUNCIAR A FALTA DE EPIs

Se você está trabalhando presencialmente, precisa verificar se há EPIs, em quantidade e qualidade o suficiente, e se as condições sanitárias estão de acordo com o que orienta o relatório da CIPA (veja aqui).

Caso o seu local de trabalho não siga essas orientações, exija de sua chefia imediata e comunique ao sindicato. Cabe aos trabalhadores da Educação fazer sua campanha em defesa da vida e explicar o seu posicionamento, tanto por dentro da comunidade escolar, quanto para a população.

Por isso, é muito importante que os profissionais se incorporem aos Grupos de Trabalho que estão organizando a campanha e o diálogo com a população.

Entre em contato com o sindicato e PARTICIPE!

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