EXTINÇÃO DE CARGOS: PRESSÃO POPULAR E LAMBANÇA DA BASE DO GOVERNO NA CÂMARA FAZEM PROJETO SER ADIADO

O Governo de Santos passou vergonha na última sessão da Câmara, nesta terça (28/4), ao tentar salvar o PLC 58/2025, que extingue cargos do quadro municipal, diminui vagas e joga para terceirização definitiva funções como a de cozinheiro.

Em meio aos protestos vindos da galeria e às trapalhadas dos vereadores da base do governo na câmara que apresentaram emendas que nem mesmo eles entendiam, o bom senso acabou prevalecendo e a matéria foi novamente adiada por três sessões.

Esta seria a 2ª votação. Com o adiamento, o PLC volta no dia 7 de maio. Até lá, os vereadores da oposição esperam a presença do secretário de Finanças e Gestão para explicar dúvidas como, por exemplo, a extinção do cargo de cozinheira, entre outros, que estão com falta de profissionais.

Quando o projeto foi adiado pela 1º vez, o objetivo era justamente questionar o representante da secretaria sobre isso. Houve o compromisso de uma conversa entre a pasta de Finanças e os vereadores, mas o Governo mais uma vez descumpriu o acordo.

 

EMENDAS
Na tentativa de salvar o projeto, o líder do Governo, Cacá Teixeira, apresentou emendas que acabaram embaralhando ainda mais a situação. Além disso, o temor era de que as emendas depois fossem vetadas pelo prefeito e o projeto virasse lei, com a concretização do saldo negativo de 773 postos de trabalho na Prefeitura.

 

VEREADORES QUE VOTARAM CONTRA O ADIAMENTO
Antes que os parlamentares da base admitissem as falhas no projeto, a oposição pediu o adiamento não por três, mas por seis sessões. O líder do Governo pediu votação nominal para pressionar a base a votar contra. Veja os vereadores que não concordaram com adiamento e que se posicionaram a favor da precarização e contra o servidor público:

Adriano Catapreta (PSD), Adriano Piemonte (União), Banha (PSD), Benedito Furtado (PSB), Bispo Maurício (Republicanos), Cacá Teixeira (PSDB), Chita Menezes (PSB), Fábio Duarte (PL), Fabrício Cardoso (podemos), Lincoln Reis (Podemos), Rafael Pasquarelli (União) e Zequinha Teixeira (PP).

 

ABAIXO-ASSINADO
Estudantes de História da Universidade Católica de Santos (UniSantos), acompanhados de professores de História e de historiadores aposentados da Prefeitura, fizeram coro contra a aprovação do projeto.

Eles entregaram um abaixo-assinado aos parlamentares pedindo a manutenção do cargo de historiador e das vagas existentes, frisando que a extinção destes postos representa um “risco significativo à integridade do patrimônio histórico e à produção de conhecimento qualificado, prejudicando o acesso da população à sua própria história”.

 

 ATO DIA 7/5
Chamamos todos os servidores que puderem, a comparecerem à Câmara no dia 7 de maio (quinta), às 16h, para resistirmos à política de precarização e terceirização do Governo. Participe!

 

SÓ A LUTA COLETIVA MUDA A VIDA!