Série Não Vote Neles – FLÁVIO BOLSONARO – NÃO VOTE NELE PARA PRESIDENTE

PAI INELEGÍVEL E CONDENADO NA ESFERA CRIMINAL

Como sabemos, a família Bolsonaro viveu uma reviravolta que culminou na condenação eleitoral que tornou o ex-presidente inelegível por 8 anos.

Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

 

Dois anos depois, veio a condenação criminal e a prisão do ex-presidente. O STF o condenou por tentativa de golpe de Estado e associação criminosa após perder as eleições de 2022. Teve de tudo: de “minuta de golpe” a discussões com chefes militares para tentar melar o resultado das urnas e manter o ex-presidente no poder.

 

Flávio trilhou o mesmo caminho do pai ao se aliar a Fernando Cerimedo, preso em 18 de agosto, na Bolívia, por suspeita de atirar e tentar matar sua ex-companheira. Consultor político e estrategista digital argentino, Cerimedo ganhou projeção nos últimos anos como um dos nomes ligados à comunicação da extrema direita latino-americana. Ele teve papel central na disseminação de alegações falsas sobre as eleições brasileiras. Em 04/112022, transmitiu a live “Brazil Was Stolen”, dizendo que havia diferença de comportamento entre as urnas eletrônicas. Fake news refutada pelo TSE. Antes de ser preso, Cerimedo participou de uma transmissão com Eduardo Bolsonaro, em 23/07 deste ano no canal do YouTube do político, para disseminar mentiras sobre supostas fraudes nas urnas. Com a
prisão e as investigações, já se descobriu que Cerimedo não é somente um “estrategista”.

 

Ele é, na verdade, um grande articulador de desinformação e mantinha uma fazenda de bots na Bolívia – uma mega estrutura com robôs que simulam engajamento em tempo real e milhares de contas falsas para produzir mentiras.

 

IRMÃO FUGIDO E ATENTANDO CONTRA O PAÍS

Logo após os atentados de 8 de Janeiro, Eduardo Bolsonaro largou o mandato na Câmara e se mudou para os EUA, onde passou a fazer forte lobby pelo tarifaço de Trump contra o Brasil. O bolsonarismo celebrou publicamente a aplicação dessas barreiras comerciais, comprovando que a família Bolsonaro apoia o prejuízo de produtores, cooperativas e trabalhadores brasileiros apenas para criar uma crise e culpar o atual governo.

 

SUSPEITA DE CORRUPÇÃO

Só não vê quem não quer. A família Bolsonaro, os ex-ministros que serviram o clã e seus colegas de poder colecionam escândalos de corrupção:

Caso Banco Master e Daniel Vorcaro – Em 2026, vazamentos de áudios apontam uma negociação de R$ 134 milhões envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar uma produção audiovisual sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio é um dos alvos de investigações no STF, pois aparece nos diálogos com o banqueiro para financiar o filme Dark Horse.

Para quem não lembra, o escândalo do Banco Master envolve suspeitas de vazamento de informações sigilosas, relacionamento financeiro obscuro com políticos e especulação financeira com títulos públicos federais. O banco também é acusado de obter lucros bilionários atípicos no mercado ao receber informações antecipadas sobre decisões econômicas do governo e do Banco Central.

Patrimônio recorde e mansões suspeitas – O patrimônio do senador Flávio Bolsonaro (PL) cresceu 370% entre 2018 e 2026. O principal motivo para o crescimento na fortuna foi a compra de uma mansão de R$ 6.226.043,80 em área nobre do Distrito Federal. O parlamentar deu uma entrada de R$ 2,87 milhões e financiou R$ 3,1 milhões junto ao Banco BRB para que fosse quitado em 30 anos.

Em 2024, 27 anos antes do previsto, a dívida foi quitada. E tem uma outra mansão usada como QG de campanha de Flávio, no valor de R$ 14,5 milhões, que está sendo apurada pela Polícia Federal. Está registrada em nome de um coordenador da campanha, José Vicente Santini, levantando suspeitas sobre a origem dos recursos e supostas ligações com o setor financeiro.

Emendas Parlamentares e a Família Brazão – Investigações da Polícia Federal apontaram o repasse de uma emenda parlamentar no valor de R$ 199 mil enviada por Flávio Bolsonaro para uma Organização Não Governamental (ONG). A PF apontou indícios de que a entidade integrava um esquema de desvio de verbas comandado pelos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão (apontados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco). O envio teria sido intermediado por um policial militar ligado ao grupo criminoso.

Passando a boiada – Em abril de 2021, foi descoberto pela Polícia Federal que o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles fazia parte de uma organização criminosa que beneficiava madeireiros. Em 2025, o STF aceitou a denúncia da Procuradoria–Geral da República (PGR), tornando-o réu.

Tratoraço – Para comprar apoio de políticos do centrão no Congresso, Bolsonaro montou, no final de 2020, um orçamento secreto no valor de R$ 3 bilhões em emendas para a compra de tratores com valor 259% maior que o preço normal.

Bolsolão do MEC – Em 2022, o então ministro Milton Ribeiro foi preso em uma ação da Polícia Federal por ter feito um verdadeiro balcão de negócios no Ministério da Educação. Ele e os pastores Gilmar dos Santos e Arilton Moura pediam propina em barras de ouro para liberar dinheiro do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação para os municípios.

Rachadinhas, Queiroz, Michelle Bolsonaro e Loja de Chocolates – O ex-PM Fabrício de Queiroz comandou o esquema de rachadinhas do Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Ele depositou pelo menos 21 cheques na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, entre os anos de 2011 e 2018. O valor total chega a R$ 89 mil. Documento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras aponta para movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz. As investigações apontavam envolvimento da antiga loja de chocolates de Flávio Bolsonaro como peça-chave para a lavagem de dinheiro do esquema de “rachadinha” na Alerj. Por falhas nos ritos processuais, o caso acabou sendo arquivado no STF sem o julgamento do mérito.

Funcionários fantasmas – Dentre os assessores que devolviam parte do salário pra família Bolsonaro, muitos nem trabalhavam. O irmão do Jair, Renato Bolsonaro, foi funcionário fantasma na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) como assessor especial do deputado estadual André do Prado (PR). Ele recebia mais de R$ 17 mil mensais sem ir trabalhar, mas foi descoberto em 2016 e depois das denúncias acabou sendo exonerado. O Ministério Público do Rio de Janeiro também instaurou investigações em 2019 sobre a nomeação de parentes de Ana Cristina Valle (ex-madrasta de Carlos Bolsonaro). Algumas dessas pessoas admitiram formalmente que nunca trabalharam na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.