Série Não Vote Neles -RENAN SANTOS – NÃO VOTE NELE PARA PRESIDENTE

OUTSIDER DE FACHADA

Não se engane. No marketing político Renan Santos se pinta como candidato outsider, ou seja, de fora do sistema. Na verdade, ele está completamente envolvido com a política, só que no espectro ultraliberal. Estreante em corridas eleitorais, Renan é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL).

FIM DA CLT, NOVA REFORMA DA PREVIDÊNCIA E MANUTENÇÃO DA ESCRAVIDÃO MODERNA

Recentemente, Renan defendeu a extinção da Justiça do Trabalho, o fim da CLT e uma nova reforma trabalhista para criar um regime que remunere o trabalhador pela hora de trabalho, sem jornada fixa legal. Seria um retrocesso sem tamanho. Ele disse que o fim da Escala 6×1 é uma maluquice, pois se aprovada criaria uma quebradeira na economia. E em entrevista recente disse que, se eleito, fará uma nova Reforma da Previdência.

VIOLÊNCIA COMO POLÍTICA DE ESTADO

Na oficialização de sua candidatura, afirmou que seu governo vai matar quem roubar. Essa não é a primeira vez em que o candidato se manifesta a favor da violência letal como política de Estado. Em maio, ele fez uma publicação defendendo a morte de “bandidos”.

PROCESSOS TRABALHISTAS E POR DANOS MORAIS

O empresário também possui histórico de processos trabalhistas. Ele e empresas das quais participou como sócio enfrentaram mais de 45 ações na Justiça do Trabalho. As cobranças envolvem calotes e falta de pagamentos de direitos a ex-funcionários.
Levantamentos da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) apontam que ele acumula mais de R$ 1,1 milhão em dívidas com a União e a Previdência Social. Isso inclui mais de R$ 62 mil apenas em multas por infrações trabalhistas.Na esfera cível, Ranan e o MBL enfrentam uma ação civil pública do Ministério Público Federal e podem ser condenados a pagar R$ 500 mil de indenização por danos morais coletivos. A acusação se baseia em vídeos gravados no início do ano nas redes sociais, onde ele xingou de “vagabundos”, “picaretas” e “malandros” indígenas de 14 etnias que protestavam no Pará.
renan ainda foi condenado a pagar uma indenização de R$ 30 mil à escritora Djamila Ribeiro por publicações ofensivas no antigo Twitter (X), onde a associou indevidamente ao crime organizado.