COMPARE: nossos reajustes X inflação (IPCA)

Durante os 8 anos de governo Beto Mansur (aquele denunciado por trabalho escravo) tivemos reajuste apenas no primeiro ano. Em seguida ficamos 7 anos sem receber um único centavo de reposição da inflação que corroía os salários.

Perdemos metade do salário (49,83%), o que resultou em um empobrecimento radical da maioria da categoria.

Nos governos do Papa tivemos mudança de direção no SINDSERV e, com a mobilização da categoria, conseguimos repor a inflação nas negociações salariais anuais. As mobilizações também conseguiram rejeitar o Plano de Carreira empresarial do governo e impor o PCCV que foi construído pela própria categoria.

Muita mobilização tivemos que fazer nos governos Paulo Alexandre e Rogério Santos. Com elas, impedimos duas tentativas de ZERO% e estávamos em luta para recuperar as perdas da época do Beto Mansur.

Porém, veio a pandemia e eles conseguiram aumentar novamente nossas perdas. Em 2020 e 2021, o prefeito Paulo Alexandre e seu secretário de governo, Rogério Santos, finalmente conseguiram dar ZERO% de reajuste aos servidores.

Em 2020 se aproveitaram que os servidores não podiam se mobilizar por conta da pandemia. Além da redução salarial, também aproveitaram para aumentar em 2% o desconto dos servidores para o IPREV.

Já na Campanha Salarial 2021, eles ajudaram Bolsonaro a colocar a “granada no bolso” dos servidores ao aceitar a chantagem do “mito”. A chantagem consistia em só liberar recursos financeiros para os municípios que aceitassem não dar nenhum reajuste aos servidores.

Em 2022, 2023, 2024, 2025 e 2026, a luta dos servidores arrancou a inflação e as perdas do período de pandemia. Mas as perdas da época do Mansur continuam e só a luta dos servidores pode reverter.

Fontes:

Ano Inflação Reajuste
1997 (Beto Mansur PPB/PP) 9,39% 10,51%  
1998 (Beto Mansur PPB/PP) 4,73% 0,00%
1999 (Beto Mansur PPB/PP) 1,65% 0,00%
2000 (Beto Mansur PPB/PP) 8,85% 0,00%
2001 (Beto Mansur PPB/PP) 5,92% 0,00%
2002 (Beto Mansur PPB/PP) 7,62% 0,00%
2003 (Beto Mansur PPB/PP) 14,47% 0,00%
2004 (Beto Mansur PPB/PP) 7,71% 0,00%
2005 (Papa PMDB) 7,41% 8,00%
2006 (Papa PMDB) 5,70% 6,00%
2007 (Papa PMDB) 2,99% 4,00%
2008 (Papa PMDB) 4,56% 7,00%
2009 (Papa PMDB) 5,84% 6,00%
2010 (Papa PMDB) 4,59% 6,50%
2011 (Papa PMDB) 5,99% 7,00%
2012 (Papa PMDB) 6,22% 7,00%
2013 (Paulo Alexandre PSDB) 6,15% 8,00%
2014 (Paulo Alexandre PSDB) 5,59% 7,50%
2015 (Paulo Alexandre PSDB) 7,14% 8,00%
2016 (Paulo Alexandre PSDB) 10,71% 11,00%
2017 (Paulo Alexandre PSDB) 5,35% 5,35%
2018 (Paulo Alexandre PSDB) 2,86% 3,00%
2019 (Paulo Alexandre PSDB) 3,78% 3,90%
2020 (Paulo Alexandre PSDB) 4,19% 0,00%
2021 (Rogério Santos PSDB) 4,56% 0,00%
2022 (Rogério Santos PSDB) 10,38% 10,06%
2023 (Rogério Santos PSDB) 5,77% 11,00%
2024 (Rogério Santos PSDB) 4,51% 8,00%
2025 (Rogério Santos REPUBLICANOS) 4,56% 7,00%
2026 (Rogério Santos REPUBLICANOS) 4,44% 6,50%
Total acumulado 183,63% 151,32%
Diferença -32,31%

O GOVERNO INVESTE CADA VEZ MENOS NOS SERVIDORES

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) permite que a Prefeitura invista até 54% da Receita com os servidores. Se quiser ser cauteloso, a LRF também estabelece o limite prudencial de 51,30%.

A Prefeitura está muito longe disso. E se afasta cada vez mais. Ou seja, TEM DINHEIRO! Mas eles preferem gastar com as empresas terceirizadas. Temos que nos mobilizar para que o governo melhore essa proposta.

Compare agora o quanto o governo arrecada de dinheiro por ano e o quanto investe nos servidores. Veja que os servidores recebem cada vez menos proporcionalmente:

Fontes:

NÚMERO DE SERVIDORES

Com muita luta voltamos a recuperar o número de servidores de 2020. Porém, ainda está muito abaixo do que já tivemos na Prefeitura, do que a Prefeitura pode oferecer e da real necessidade de atendimento para a população.